CNMP debate novo “penduricalho” para membros do MP mesmo após liminar de Gilmar Mendes

Data:

CNMP debate novo “penduricalho” para membros do MP mesmo após liminar de Gilmar Mendes | Juristas
Créditos: Mr.Exen/Shutterstock.com

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) voltou a discutir uma proposta que permitiria pagamento de contraprestação financeira a membros do Ministério Público, gerando novo atrito com o Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa avança mesmo após decisão liminar do ministro Gilmar Mendes, que condicionou a criação de vantagens nas carreiras jurídicas à existência de lei federal específica.

O tema esteve na pauta da 3ª Sessão Ordinária do CNMP desta semana. A proposta prevê alteração da Resolução nº 301/2024, permitindo que o Ministério Público receba remuneração por atuação em inventários e partilhas extrajudiciais quando houver interesse de crianças, adolescentes ou incapazes.

Segundo o texto, cada unidade da federação teria competência para regulamentar o pagamento, ficando a lei estadual responsável por disciplinar a contraprestação financeira.

Na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6.606, Gilmar Mendes determinou que qualquer regulamentação sobre remuneração nas carreiras jurídicas, incluindo o Ministério Público, depende de lei federal prévia. A decisão visou impedir que atos administrativos criem vantagens ou ampliem atribuições institucionais sem respaldo legislativo nacional.

Apesar disso, a proposta em análise no CNMP já estabelece a possibilidade de pagamento vinculado à atuação extrajudicial, limitando apenas a forma de disciplina à legislação estadual. Na prática, a medida cria um mecanismo adicional de remuneração que pode ser interpretado como mais um dos chamados “penduricalhos”.

(Com informações do Juri News)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Fachin anuncia projeto de lei para regulamentar remuneração de magistrados

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, anunciou que pretende concluir até o final de 2026 uma minuta de projeto de lei federal para regulamentar a remuneração dos magistrados. A proposta integra uma agenda mais ampla de defesa da integridade, transparência e controle dos gastos públicos. Fachin também apresentou ao CNJ medidas para prevenir conflitos de interesse na magistratura.

Gusttavo Lima é responsabilizado por transtornos causados por número em música

Gusttavo Lima foi condenado a pagar cerca de R$ 149 mil a um empresário que afirmou ter recebido milhares de mensagens e ligações após seu número de telefone ser mencionado na música “Bloqueado”. A Justiça entendeu que a divulgação da canção contribuiu para os transtornos sofridos pelo proprietário do número. A decisão ainda não transitou em julgado e o pagamento foi determinado provisoriamente.

Estudo aponta falhas estruturais no combate à violência contra a mulher no Brasil

Estudo da Rede Nacional de Controle Externo pela Proteção das Mulheres, com dados dos 27 tribunais de contas brasileiros, identificou falhas de orçamento, planejamento, equipes e integração entre órgãos responsáveis pelo enfrentamento à violência contra a mulher. Auditorias apontaram estruturas incompletas, baixa execução orçamentária e ausência de planos formais em diversos municípios.

Executivos do Goldman Sachs são alvo de investigação por suposta fraude societária

A Polícia Civil de São Paulo indiciou dois executivos do Goldman Sachs por suspeita de fraude e abuso na administração de sociedade por ações em investigação envolvendo a estrutura societária de fundos ligados à Oncoclínicas. A apuração busca esclarecer se informações sobre a participação da Centaurus Capital foram omitidas ou apresentadas de forma irregular para evitar uma oferta pública de aquisição de ações. O Goldman Sachs nega irregularidades, enquanto a CVM já havia concluído que a Centaurus não estava obrigada a realizar a OPA.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo