Direito Digital
Polícia Civil investiga divulgação de lista que classificava estudantes por critérios sexuais em plataforma on-line
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a criação de uma lista on-line em que estudantes de um colégio particular classificavam colegas, especialmente alunas, por meio de categorias de conteúdo sexual e ofensivo. Após o caso vir à tona, a escola registrou boletim de ocorrência, conseguiu a remoção do material da plataforma e informou que está prestando apoio às vítimas e às suas famílias. A investigação deverá apurar a responsabilidade dos envolvidos e eventuais consequências nas esferas cível, penal e de proteção à infância e à adolescência.
AGU notifica Google e exige remoção de conteúdos sobre cassinos ilegais no YouTube
A AGU notificou extrajudicialmente a Google para que remova do YouTube perfis que ensinam a criar plataformas de cassinos ilegais e promovem jogos proibidos, como o jogo do bicho. Segundo o órgão, os conteúdos incentivam atividades ilícitas, desrespeitam a legislação que regulamenta as apostas de quota fixa e podem favorecer crimes como lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. A AGU também alertou que a eventual omissão da plataforma poderá gerar responsabilidade civil.
WhatsApp inicia reserva de nomes de usuário e amplia recursos de privacidade na plataforma
O WhatsApp iniciou a reserva de nomes de usuário, recurso que permitirá, futuramente, iniciar conversas sem a necessidade de divulgar o número de telefone. A novidade pretende reforçar a privacidade dos usuários por meio de identificadores exclusivos e de novas ferramentas de segurança, como chaves para limitar contatos de desconhecidos. A plataforma também anunciou medidas para reduzir riscos de falsificação de identidade envolvendo pessoas públicas e empresas.
Trump publica vídeo criado por IA com imagens de celebridades e reacende debate sobre uso indevido de imagem
Donald Trump publicou um vídeo produzido com inteligência artificial no qual utiliza versões digitais de artistas e comediantes críticos ao seu governo para simular um tratamento fictício contra a chamada "Trump Derangement Syndrome". A publicação gerou repercussão nas redes sociais e levantou questionamentos sobre o uso da imagem e da voz de terceiros sem autorização, reacendendo o debate jurídico sobre deepfakes, direitos da personalidade e responsabilidade decorrente do uso de inteligência artificial.
Advogados investigados por uso de comandos ocultos em petições atribuem prática a ex-auxiliar jurídico
Os advogados Lucas Fernandes Nogueira Brandolis e Matheus Pelzl Ferreira afirmaram que a inserção de comandos ocultos (prompt injection) em petições judiciais foi realizada por um ex-auxiliar jurídico do escritório. Suspensos preventivamente pela OAB/MS durante a investigação, eles obtiveram liminar da Justiça Federal para retomar o exercício da advocacia. O caso teve início após o STJ identificar indícios da utilização da técnica para influenciar sistemas de inteligência artificial empregados na análise de processos judiciais e reacende o debate sobre os limites éticos e jurídicos do uso da IA no Poder Judiciário.
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