Condenado por massacre em Madri será extraditado para a Espanha

Data:

Condenado por massacre em Madri será extraditado para a Espanha
Créditos: Facundo Ledesma | iStock

Por unanimidade, a 2ª Turma do STF deferiu o pedido de Extradição 1574 de Carlos García Juliá, condenado na Espanha pela prática de 5 homicídios consumados, 4 tentativas de homicídio e porte ilegal de armas, no caso chamado de Massacre de Atocha (1977 – Madri).

Carlos García era membro do movimento político contrarrevolucionário de direita “Falange Espanhola”, contrário a movimentos sindicais. Ele foi preso em 2018, em São Paulo, em razão do pedido de extradição requerida pela Espanha.

No processo, Carlos foi condenado em 1980 à pena de 193 anos e deveria cumprir 30 anos de prisão. Ele obteve liberdade condicional em 1991 e foi autorizado a viajar ao Paraguai em razão de oferta de trabalho. Em 2000, a condicional foi revogada, e uma nova prisão foi decretada para que ele cumprisse o restante da pena estabelecida na sentença.

A defesa do criminoso alegou, no STF, que os crimes foram cometidos por motivação política e que ele teria sido condenado por tribunal de exceção. A relatora, ministra Cármen Lúcia, afastou tal alegação: “O pedido [de extradição] se fundamenta em condenação criminal transitada em julgado, proferida por autoridade judiciária competente”.

Ela verificou correspondência entre os crimes no Brasil e na Espanha, conforme exige a legislação. A ministra constatou que não houve prescrição dos crimes pelas leis de nenhum dos dois países e narrou os fatos descritos na sentença da Justiça espanhola que afastam a alegação de condenação por crime político.

Por fim, Cármen Lúcia ressalvou restrições legais sobre o prazo máximo da pena de 30 anos e sobre a detração do tempo de prisão cumprida pelo extraditando, mas votou pelo deferimento do pedido do governo espanhol, com a imediata execução da extradição. 

Processo relacionado: Ext 1574

(Com informações do Supremo Tribunal Federal)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Juristas
Juristashttp://juristas.com.br
O Portal Juristas nasceu com o objetivo de integrar uma comunidade jurídica onde os internautas possam compartilhar suas informações, ideias e delegar cada vez mais seu aprendizado em nosso Portal.

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Nunes Marques dá prazo para PGR se manifestar sobre revisão da condenação de Bolsonaro

Kassio Nunes Marques concedeu dez dias para que a PGR se manifeste sobre o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro, que busca reverter a condenação de 27 anos e três meses de prisão. O caso deverá ser encaminhado ao plenário do STF após a manifestação da Procuradoria.

MP-SP pede condenação de Renato Cariani por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação de Renato Cariani e de outros dois investigados por suspeita de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A investigação aponta o desvio de cerca de 12 toneladas de produtos químicos e possível movimentação superior a R$ 6 milhões. O processo está na fase de alegações finais da defesa.

PF indicia Vorcaro e mais 14 pessoas no caso Banco Master

A Polícia Federal indiciou Daniel Vorcaro e outras 14 pessoas em investigação sobre operações entre o Banco Master e o BRB. O relatório aponta suspeitas de irregularidades e pede mais 60 dias para concluir diligências pendentes.

Moraes critica prisões de usuários de maconha como traficantes e aponta descumprimento de decisão do STF

Alexandre de Moraes afirmou que autoridades policiais e integrantes do Ministério Público têm desrespeitado os parâmetros do STF para diferenciar usuários de maconha de traficantes. O ministro criticou o enquadramento de pessoas como traficantes mesmo diante de pequenas quantidades e apontou possível aplicação discriminatória da legislação. A Corte estabeleceu a presunção de uso pessoal para até 40 gramas de maconha ou seis plantas fêmeas, sem legalizar a substância.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo