PF abre inquérito contra Bolsonaro para apurar prevaricação na negociação da Covaxin

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Órgão do MPF diz que Bolsonaro deve revelar informações sobre crimes durante ditadura
Créditos: Pattanaphong Khuankaew | iStock

A pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia Federal (PF) abriu inquérito para investigar se o presidente Jair Bolsonaro prevaricou no caso das supostas irregularidades na negociação da vacina indiana Covaxin.

O inquérito ocorre após a ministra Rosa Weber, do STF, ter cobrado manifestação da PGR sobre o tema. A PF investigará Bolsonaro no caso da compra da vacina Covaxin, da Índia. Em depoimento a CPI, no dia 25 de junho, o funcionário do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, chefe de importação do departamento de logística, e seu irmão, o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), afirmaram ter avisado a Bolsonaro, em março, sobre suspeitas de corrupção na negociação para a compra da vacina do imunizante.

Entre as irregularidades apontadas estão, invoice (nota fiscal internacional) com previsão de pagamento adiantado de US$ 45 milhões, o que não era previsto no contrato, com previsão de menos doses do que o previsto no contrato e em nome de empresa com sede em Singapura, que não é citada no contrato.

A apuração será conduzida pelo Serviço de Inquéritos Especiais (Sinq) da PF, porque Bolsonaro tem foro privilegiado. O prazo inicial para conclusão das investigações é de 90 dias, mas pode ser prorrogado.

Com informações do Conjur.


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Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

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