Justiça bloqueia contas de espólio de Pelé por dívidas de IPTU

Data:

Juiz condena seguradora por negar cirurgia reparadora de excesso de pele após bariátrica
Créditos: Andrey Burmakin / Shutterstock.com

A Prefeitura de Santos ingressou com ações judiciais contra o espólio de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, devido a dívidas de IPTU relacionadas a imóveis na cidade, resultando no bloqueio de contas bancárias do ex-jogador. A informação é da coluna do jornalista Diego Garcia no UOL.

Desde o ano passado, foram abertos 16 processos pela prefeitura, totalizando cobranças de aproximadamente R$ 60 mil. Apenas em janeiro deste ano, foram iniciadas 10 ações de execução fiscal contra os bens deixados por Pelé.

Em alguns desses processos, a Justiça determinou a penhora das contas bancárias do ex-jogador, que agora fazem parte de seu espólio.

No final do ano passado, por exemplo, mais de R$ 10 mil foram penhorados dos ativos financeiros para quitar uma dívida. Em 6 de fevereiro, o município solicitou a transferência dos valores depositados em uma conta judicial para a prefeitura.

Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana - IPTU
Créditos: CarlaNichiata / iStock

Em uma decisão datada de 28 de fevereiro, a juíza Ariana Gerônimo extinguiu um dos processos após a dívida ser quitada com os bloqueios financeiros do espólio. Em outra ação, a Justiça bloqueou mais R$ 5.920 dos ativos financeiros de Pelé por um imóvel na Ponta da Praia de Santos, com a penhora ocorrendo em outubro do ano passado.

Segundo o advogado Augusto Miglioli, que defende Edinho, filho de Pelé, os débitos com o município de Santos serão pagos por meio do processo de inventário. “As dívidas existentes de IPTU estão sendo organizadas para quitação através do processo de inventário”, afirmou.

Com informações do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).


Você sabia que o Portal Juristas está no Facebook, Twitter, Instagram, Telegram, WhatsApp, Google News e Linkedin? Siga-nos!

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

STF retoma julgamento sobre uso da metragem dos imóveis no cálculo do IPTU

O STF retomou a análise de recurso apresentado por Chapecó (SC) contra decisão que considerou inconstitucional a definição da alíquota do IPTU com base na área construída do imóvel. O julgamento pode repercutir sobre legislações municipais, critérios de tributação e pedidos de restituição, além de suscitar debates sobre segurança jurídica e eventual modulação dos efeitos da decisão.

Ministro do STJ suspende julgamento de desapropriação após crítica de advogada a caso considerado “absurdo”

O ministro Afrânio Vilela, do STJ, pediu vista de processo sobre indenização por desapropriação após uma advogada classificar o caso como “absurdo”. A controvérsia envolve a ampliação da área considerada para o cálculo indenizatório, e o julgamento foi suspenso para que o magistrado reexamine os fundamentos de sua posição.

EUA anunciam transmissão ao vivo da execução de militar condenado por ataque em base do Texas

O Pentágono anunciou que a execução de Nidal Malik Hasan, condenado pelo assassinato de 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas, está prevista para 3 de dezembro de 2026 e poderá ser transmitida ao vivo. O procedimento deverá ocorrer por fuzilamento, mas as autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre a transmissão. O anúncio reacendeu o debate sobre a pena de morte e a publicidade das execuções nos Estados Unidos

TJDFT mantém condenação de concessionária de cemitério por furto de motocicleta

O TJDFT manteve a condenação de uma concessionária de cemitérios pelo furto de uma motocicleta em uma de suas unidades. A 7ª Turma Cível identificou falhas no dever de vigilância, apesar da previsão contratual de segurança armada 24 horas por dia. O tribunal entendeu que a terceirização do serviço não afasta a responsabilidade da concessionária. A indenização de R$ 16.174,00 por danos materiais foi mantida, com correção monetária e juros. A decisão foi unânime.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo