Diretor jurídico do BRB renuncia em meio a investigações relacionadas ao caso Banco Master

Data:

dispensa
Créditos: Michał Chodyra | iStock

O diretor jurídico do Banco de Brasília (BRB), Jacques Veloso, formalizou pedido de renúncia ao cargo nesta segunda-feira (9), em contexto de investigações envolvendo operações realizadas entre o BRB e o Banco Master.

A saída ocorre enquanto a Polícia Federal apura possíveis irregularidades na tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB, bem como eventuais ilícitos financeiros relacionados às operações conduzidas entre as instituições.

Manifestação

Em comunicado, Jacques Veloso informou que a decisão foi motivada por razões profissionais, com o objetivo de retomar integralmente sua atuação na advocacia tributária, especialmente diante das mudanças decorrentes da implementação da reforma tributária.

Segundo declarou, o atual cenário exige maior dedicação técnica para assessoramento de clientes que deverão se adaptar às novas diretrizes normativas e à reconfiguração do ambiente econômico nacional.

Contexto das investigações

O chamado “caso Master” envolve apurações sobre supostas irregularidades em operações financeiras que impactaram diferentes agentes do mercado. O BRB chegou a anunciar tentativa de aquisição do Banco Master pouco antes da decretação de sua liquidação, tendo desembolsado aproximadamente R$ 12 bilhões na aquisição de ativos considerados de elevado risco ou baixa liquidez.

A Polícia Federal conduz investigação para apurar eventual ocorrência de fraudes financeiras ou outras irregularidades relacionadas à operação, tanto por parte do Banco Master quanto do BRB.

As apurações seguem em curso.

(Com informações do G1)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Meta é alvo de denúncia após anúncios com conteúdo sexual infantil gerado por IA circularem em suas plataformas

Pesquisadores do Tech Transparency Project identificaram mais de 50 anúncios na biblioteca da Meta com imagens de abuso sexual infantil geradas por inteligência artificial e conteúdos sexualizados envolvendo menores. As peças circularam em plataformas como Instagram, Facebook, Messenger e Threads. Após ser questionada, a Meta removeu os anúncios e afirmou estar aprimorando seus sistemas de detecção e combate à exploração sexual infantil.

Advogado preso por suspeita de matar o filho tem inscrição suspensa pela OAB-TO

A OAB do Tocantins suspendeu cautelarmente a inscrição do advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, preso sob suspeita de envolvimento na morte do filho de 3 anos. A investigação aponta que a criança apresentava lesões incompatíveis com a hipótese inicial de afogamento e apura possíveis crimes de tortura e homicídio. A defesa do advogado e de sua companheira nega as acusações, enquanto a OAB instaurará procedimento disciplinar para avaliar a conduta profissional do investigado.

STF amplia isenção de IBS e CBS na compra de veículos novos para pessoas com deficiência e autistas de todos os níveis

O STF declarou inconstitucionais as restrições da Lei Complementar nº 214/2025 que limitavam a isenção de IBS e CBS na compra de veículos novos apenas a pessoas com deficiência intelectual grave ou autistas com níveis mais elevados de suporte. Com a decisão, o benefício passa a alcançar pessoas com deficiência intelectual e indivíduos com TEA independentemente do grau da deficiência, desde que cumpridos os demais requisitos legais. A decisão possui efeito vinculante, mas a Receita Federal ainda deverá atualizar seus procedimentos administrativos.

Justiça do Trabalho mantém justa causa de empregado que vendia canetas emagrecedoras no local de trabalho

A Justiça do Trabalho confirmou a dispensa por justa causa de um empregado acusado de vender canetas emagrecedoras nas dependências da empresa. O juiz entendeu que as provas demonstraram a comercialização dos medicamentos e que a conduta expôs a empregadora a riscos administrativos e sanitários. A decisão também determinou o envio de informações à Polícia Federal e à Anvisa para apuração de eventuais irregularidades

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo