Empresário vira réu após agredir esposa e Justiça mantém prisão preventiva

Data:

Empresário vira réu após agredir esposa e Justiça mantém prisão preventiva | Juristas
Créditos: loongar | iStock

A Justiça de São Paulo recebeu a denúncia contra o empresário Ivo Vel Kos, de 48 anos, acusado de agredir a esposa, a cirurgiã-dentista Giulia Falcão. Com a decisão, ele passou à condição de réu pelos crimes de lesão corporal praticada contra mulher e ameaça.

A decisão foi proferida na terça-feira (18) pela Vara do Foro Central de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. O mesmo juízo rejeitou o pedido da defesa para substituir a prisão preventiva por prisão domiciliar.

Agressões teriam começado dentro do carro

Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o episódio ocorreu na noite de 14 de agosto, quando o casal retornava de um jantar em Pinheiros, na zona oeste da capital paulista.

A discussão teria começado durante o trajeto. Ainda dentro do veículo, o empresário teria desferido diversos socos contra o rosto e o corpo da esposa.

De acordo com o relato da vítima, as agressões continuaram após a chegada à residência. Ela teria sido atingida na mão com um taco de beisebol e ameaçada com um dispositivo de choque elétrico.

Quando tentou pedir ajuda pelo celular, o aparelho teria sido retirado pelo acusado. Ainda segundo o MPSP, ao tentar deixar o imóvel, a mulher teria sido ameaçada de morte caso saísse da residência.

Giulia conseguiu deixar o local e pedir auxílio a vizinhos, que acionaram a Polícia Militar.

Laudo confirmou lesões

O exame de corpo de delito apontou lesões consideradas leves, incluindo edemas e equimoses no rosto, na região dos olhos e do nariz, além de ferimento na mão direita.

Para apresentar a denúncia, o Ministério Público considerou, além do relato da vítima, as lesões observadas pelos policiais que atenderam a ocorrência, a admissão do investigado de que havia dado um soco no rosto da mulher e os laudos periciais.

Ministério Público aponta histórico de agressões

Segundo o MPSP, a cirurgiã-dentista afirmou que o episódio não teria sido isolado.

Ela relatou um histórico de agressões, ameaças de morte, controle e perseguição, além de episódios envolvendo enforcamento, sufocamento e estrangulamento.

Diante do que classificou como uma escalada das agressões e do risco à integridade da vítima, a Justiça determinou medidas protetivas de urgência.

Justiça determina distância mínima de 300 metros

A decisão proibiu o empresário de manter qualquer contato com a vítima, seja pessoalmente, por meios eletrônicos ou por intermédio de terceiros.

Também foi estabelecida distância mínima de 300 metros em relação à mulher, à residência e ao local de trabalho dela, além dos familiares.

A Justiça ainda autorizou o retorno da vítima à residência onde vivia com o acusado.

Segundo o Ministério Público, após a prisão em flagrante, familiares do empresário teriam trocado as fechaduras do imóvel, impedindo a entrada da mulher. O veículo e os demais pertences dela permaneciam na residência.

Medidas também protegem patrimônio da vítima

A juíza Carla Balestreri considerou que a retirada da mulher de sua própria residência e a privação de seus bens poderiam configurar violência psicológica e patrimonial.

Por isso, determinou o retorno da vítima ao imóvel e a restituição do veículo e dos demais objetos pessoais.

A defesa também pediu a conversão da prisão preventiva em domiciliar, mas o pedido foi negado.

Segundo o MPSP, os documentos apresentados pela defesa não comprovaram a condição de saúde exigida pela legislação para justificar a substituição da prisão preventiva pela domiciliar.

(Com informações da Agência Brasil por Flávia Albuquerque)

 

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

EUA desarticulam esquema de casamentos falsos para obtenção de green cards com participação de brasileiros

Autoridades dos Estados Unidos acusaram seis cidadãos americanos de envolvimento em um esquema de casamentos falsos em Massachusetts para facilitar a obtenção de green cards. A rede cobraria até US$ 40 mil por união fictícia e teria envolvido diversos brasileiros, além de utilizar contratos, fotografias e pessoas para simular relacionamentos legítimos.

Câmeras em banheiros de escolas são proibidas no Paraná

O Paraná proibiu câmeras em banheiros e vestiários das escolas estaduais após uma estudante encontrar um dispositivo em um colégio de Cambé. A Polícia Civil e o Ministério Público investigam o caso, e a Secretaria de Educação instaurou apuração administrativa.

Golpe com audiência judicial falsa criada por IA causa prejuízo de R$ 324 mil a empresário

Um empresário de 72 anos perdeu cerca de R$ 324 mil após participar de uma falsa audiência judicial criada com inteligência artificial. Enganado por criminosos que simularam autoridades e advogados, ele realizou três transferências bancárias e decidiu processar o banco que autorizou as operações.

Som alto prejudica trabalho de advogado e lojas terão de indenizar

A Justiça de Santa Catarina condenou as Lojas Colombo e o Magazine Luiza a pagar R$ 3 mil por danos morais a um advogado cujo trabalho era prejudicado pelo som alto dos estabelecimentos. As empresas também deverão controlar o volume da música para não interferir no escritório vizinho.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo