Imóveis destinados a atividade econômica em aeroporto do RN devem pagar IPTU, decide STF

Data:

desacato
Créditos: Yakobchuk Olena | iStock

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) proferiu uma decisão relevante envolvendo a cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) sobre imóveis situados no Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte. A decisão estabelece que os imóveis cedidos a particulares para a exploração de atividade econômica não podem se beneficiar da imunidade tributária recíproca.

Em agosto deste ano, o ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso, havia atendido ao pedido do município para revogar uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) que concedia à Inframerica, concessionária do aeroporto, a imunidade tributária recíproca, que impede a cobrança de tributos entre entes federativos.

TJRN
Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN)
Foto: Ricardo Krusty

A concessionária argumentou que todas as atividades realizadas nos imóveis aeroportuários estavam vinculadas aos serviços de competência da União, o que justificaria a imunidade tributária.

No entanto, o ministro Barroso considerou que o recurso da concessionária deveria ser parcialmente acolhido. Ele ressaltou que, embora algumas atividades nos imóveis do aeroporto estejam ligadas aos serviços públicos de infraestrutura aeroportuária, também existem atividades acessórias com fins lucrativos realizadas por empresas privadas.

Eleições Municipais - Luís Roberto Barroso
Créditos: Reprodução do Youtube – SBT Jornalismo

O relator mencionou que o STF já havia fixado entendimento em decisões anteriores no sentido de que o IPTU deve incidir sobre imóveis públicos cedidos ou arrendados a particulares para a exploração de atividades econômicas com o intuito de lucro.

A decisão da Primeira Turma do STF, proferida na sessão virtual de 29/9, esclarece a questão da imunidade tributária recíproca em relação aos imóveis do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, estabelecendo que a cobrança de IPTU é devida em casos em que atividades econômicas lucrativas são desenvolvidas por empresas privadas nas instalações aeroportuárias.

Com informações do Supremo Tribunal Federal (STF).


Você sabia que o Portal Juristas está no Facebook, Twitter, Instagram, Telegram, WhatsApp, Google News e Linkedin? Siga-nos!

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Nunes Marques dá prazo para PGR se manifestar sobre revisão da condenação de Bolsonaro

Kassio Nunes Marques concedeu dez dias para que a PGR se manifeste sobre o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro, que busca reverter a condenação de 27 anos e três meses de prisão. O caso deverá ser encaminhado ao plenário do STF após a manifestação da Procuradoria.

Desembargador do TJ-MG publica fotos com arma em rede social

O desembargador Roberto Apolinário de Castro, do TJ-MG, publicou fotos com uma arma de fogo e afirmou possuir autorização para porte. Em nota, declarou que as imagens foram feitas em sua residência e que o armamento está legalizado. O CNJ informou que não havia procedimento sobre o caso até a publicação da reportagem.

MP-SP pede condenação de Renato Cariani por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação de Renato Cariani e de outros dois investigados por suspeita de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A investigação aponta o desvio de cerca de 12 toneladas de produtos químicos e possível movimentação superior a R$ 6 milhões. O processo está na fase de alegações finais da defesa.

STF suspende julgamento sobre restrições à Buser após placar de 3 a 2

O STF suspendeu o julgamento sobre a lei mineira que restringe o transporte coletivo por fretamento utilizado por plataformas como a Buser. Antes do pedido de vista de Dias Toffoli, três ministros votaram pela manutenção das regras e dois pela inconstitucionalidade, em discussão que envolve competência legislativa, livre iniciativa e concorrência.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo