Juiz suspeito de agressões e abusos sexuais de estagiárias é afastado em MG

Data:

avião
Créditos: Grinvalds | iStock

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) afastou o juiz Ather Aguiar, da Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Divinópolis, por suspeita da prática de abusos sexuais e agressões contra estagiárias sob sua supervisão.

As denúncias partiram de sete mulheres. Uma delas relatou que o juiz usava livros para agredir mulheres. “Tenho medo dele me agredir, tenho medo dele”, relatou em entrevista à Record TV.

Outra denunciante disse que o juiz deu um tapa em seu rosto e que teria dito ainda que só não bateria de novo nela para que ela não “gamasse”. Uma terceira mulher afirmou que as vítimas eram trancadas pelo juiz em um corredor quando o desagradavam, sem que pudessem sair. Segundo o relato de uma das denunciantes, ela chegou a ser amarrada a uma cadeira por um assessor de Aguiar. Ao se queixar, ela ouviu do juiz que o colega “tinha feito pouco, que devia ter me amordaçado também”.

TJDFT mantém condenação de casal por agressão a vizinha
Créditos: icedmocha / Shutterstock.com

A defesa do juiz afirmou à emissora que todos os esclarecimentos vão ser apresentados durante a investigação do TJMG. Ele e seu assessor, que não teve o nome divulgado, foram afastados preventivamente por 60 dias depois que o caso chegou à Corregedoria do Tribunal de Justiça.

Juízes corregedores tomaram depoimentos das vítimas e recolheram provas, incluindo conversas de WhatsApp. Além do afastamento, o juiz está proibido de entrar no fórum ou de chegar a menos de 500 metros das vítimas. Em nota enviada à Record, o TJMG disse que o caso corre sob sigilo e está na fase de apresentação de defesa pelo magistrado.

Com informações do UOL e Record TV.


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos por lá.

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Recuperação judicial exige equilíbrio para preservar empresas e credores, diz Marcello Perino

A recuperação judicial é um mecanismo importante para preservar empresas viáveis, mas deve ser conduzida com equilíbrio entre a continuidade da atividade econômica e a proteção dos credores. Para Marcello Perino, a adoção de critérios técnicos e a análise rigorosa da viabilidade dos planos são essenciais para garantir a efetividade do processo e a segurança jurídica.

Justiça dos EUA suspende fusão bilionária entre Warner Bros. Discovery e Paramount após ação antitruste

A Justiça dos Estados Unidos suspendeu a fusão de aproximadamente US$ 110 bilhões entre Warner Bros. Discovery e Paramount após ação movida por 12 estados, liderados pela Califórnia. Os autores sustentam que a operação viola a legislação antitruste e poderá reduzir significativamente a concorrência nos mercados de cinema, televisão e entretenimento. O caso ainda será analisado pela Justiça, enquanto a transação também aguarda aprovação de reguladores internacionais.

Eduardo Bolsonaro obtém green card nos EUA após condenação pelo STF

Eduardo Bolsonaro recebeu o green card dos Estados Unidos, documento que lhe garante residência permanente no país. A concessão ocorre após sua condenação pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. O documento amplia sua estabilidade migratória nos EUA, embora não lhe confira direitos políticos, como o voto nas eleições norte-americanas.

Justiça mantém justa causa de trabalhadora que gravou vídeos no TikTok com uniforme e críticas à empresa

A Justiça do Trabalho manteve a demissão por justa causa de uma trabalhadora que gravou vídeos para o TikTok nas dependências da empresa, utilizando uniforme com identificação da empregadora e divulgando informações consideradas falsas sobre o ambiente de trabalho. A decisão concluiu que a conduta violou normas internas, comprometeu a imagem da empresa e configurou mau procedimento, indisciplina e ato lesivo à honra do empregador, nos termos da CLT.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo