Mesmo com controvérsia, campanha da Volkswagen com “Deepfake” de Elis Regina é arquivada pelo Conar

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Volkswagen e concessionária indenizarão consumidor por defeito
Créditos: r.classen / Shutterstock.com

Na última terça-feira (22), o Conselho de Ética do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) decidiu arquivar o processo referente à campanha da Volkswagen que utilizou uma recriação da imagem da cantora Elis Regina por meio de inteligência artificial. A ação, que envolveu a técnica “deepfake”, havia sido questionada quanto ao possível desrespeito ao Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária.

A campanha, lançada em comemoração aos 70 anos da Volkswagen no Brasil, retratou um suposto dueto entre Elis Regina e sua filha Maria Rita, por meio da utilização da tecnologia de “deepfake”. A filha da cantora, Maria Rita, de 45 anos, foi apresentada dirigindo e cantando a música “Como nossos pais”, seguida por uma representação sintética de Elis Regina, gerada por IA, que se juntou a ela para o dueto.

A polêmica em torno da campanha envolveu questões sobre a ética de utilizar a imagem de uma figura histórica, já falecida, em situações ficcionais, assim como sobre o alinhamento da cantora com posições políticas durante a ditadura militar, que contrastavam com o apoio da fabricante de automóveis à mesma ditadura.

Lei Renato Ferrari
Créditos: tstajduhar / iStock

O Conar arquivou o processo alegando que a figura de Elis Regina não foi desrespeitada, “O colegiado considerou, por unanimidade, improcedente o questionamento de desrespeito à figura da artista, uma vez que o uso da sua imagem foi feito mediante consentimento dos herdeiros e observando que Elis aparece fazendo algo que fazia em vida”, disse o órgão em nota oficial.

Quanto a informação ao público sobre o uso da inteligência artificial na criação do vídeo, também foi considerado dispensável de notificação ao espectador, dada a sua evidência na peça publicitária. O Conar informou que considerou diversas recomendações de boas práticas existentes sobre o tema, “bem como a ausência de regulamentação específica em vigor”.

Com informações do G1.


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Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

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