Motociclista que teve seu veículo furtado durante o expediente recebe indenização

Data:

 

periculosidade
Créditos: Andrii Yalanskyi | iStock

A sentença que determinou um restaurante a pagar indenização por danos materiais a um motociclista que teve sua moto particular furtada durante o trabalho foi ratificada por unanimidade pela 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT/RJ). A decisão foi baseada no princípio da alteridade, que estabelece que a empregadora deve assumir os riscos do contrato de trabalho. A relatora do caso no segundo grau foi a juíza convocada Heloísa Juncken Rodrigues.

O motociclista alegou que, ao ser contratado para fazer entregas, o restaurante usou sua moto para prestar serviços, e que após uma entrega, sua motocicleta foi furtada, sem que a empresa pagasse pelos danos causados. O restaurante argumentou que o furto foi um ato ilícito cometido por terceiros em uma via pública, e que, portanto, não tinha responsabilidade por indenização. A juíza do Trabalho Luciana Gonçalves das Neves acatou o pedido do motociclista e condenou o restaurante a pagar R$ 6 mil como indenização por danos materiais. A empresa recorreu, alegando que não poderia ser responsabilizada por fatos causados por terceiros. O trabalhador também recorreu, pedindo o aumento do valor fixado.

No segundo grau, a relatora concordou com a decisão do primeiro grau, destacando que o empregador deveria assumir totalmente os riscos do negócio em vez do trabalhador. Ela afirmou que permitir que o empregado arque com o prejuízo do roubo durante a prestação de serviços seria uma violação direta e flagrante do princípio da alteridade estabelecido na CLT. Portanto, o restaurante foi condenado a ressarcir o prejuízo sofrido pelo empregado durante o trabalho.

(Com informações do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

TJDFT mantém condenação de banco por falha na prevenção ao ‘golpe da maquininha’”

A 2ª Turma Recursal do Distrito Federal manteve a condenação do BRB e da Cartão BRB para ressarcir consumidor vítima do “golpe da maquininha”. O colegiado entendeu que a autenticação por chip e senha não afasta a responsabilidade objetiva das instituições financeiras por fraudes de terceiros, conforme a Súmula 479 do STJ, especialmente quando há movimentações anormais sem atuação preventiva do banco.

Ministério da Justiça abre processo administrativo contra site de revenda de ingressos por supostas irregularidades

A Senacon instaurou processo administrativo contra a Viagogo por suspeita de induzir consumidores a acreditar que a plataforma é um canal oficial de venda de ingressos. O órgão determinou que o site informe de forma clara que atua na revenda de ingressos, sob pena de multa diária de R$ 100 mil. A investigação também apura possíveis falhas na identificação de vendedores, rastreabilidade das operações e práticas relacionadas ao cambismo digital.

STJ decide que perdas e danos em substituição à adjudicação compulsória não prescrevem

A Terceira Turma do STJ decidiu que a indenização por perdas e danos decorrente da impossibilidade de outorga da escritura definitiva em ação de adjudicação compulsória não está sujeita à prescrição. O colegiado entendeu que a reparação substitui a obrigação original de transferir o imóvel e, por isso, mantém a mesma natureza imprescritível da pretensão à adjudicação compulsória.

Recuperação judicial exige equilíbrio para preservar empresas e credores, diz Marcello Perino

A recuperação judicial é um mecanismo importante para preservar empresas viáveis, mas deve ser conduzida com equilíbrio entre a continuidade da atividade econômica e a proteção dos credores. Para Marcello Perino, a adoção de critérios técnicos e a análise rigorosa da viabilidade dos planos são essenciais para garantir a efetividade do processo e a segurança jurídica.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo