Suprema Corte indiana determina que WhatsApp bloqueie grupos de jornais piratas

Data:

Indenização - Grupo de WhatsApp
Créditos: MattiaMarasco / iStock

A Suprema Corte de Deli, capital indiana, determinou que o WhatsApp bloqueie ou apague grupos usados para compartilhar ilegalmente revistas e matérias de jornais. O DB Corp, responsável pela publicação de cinco jornais impressos em mais de 60 edições, entrou com uma ação contra o aplicativo de mensagens da Meta e outros 85 usuários acusados de pirataria.

A justificativa da DB Corp para processar o WhatsApp e os usuários do app na Justiça é de que o compartilhamento sem autorização de seus jornais e revistas prejudica a receita do grupo de editores. Segundo eles, grupos do mensageiro foram formados especificamente com esse propósito.

claro whatsapp
Créditos: HStocks | iStock

A DB Corp oferece o conteúdo em seu site por meio de um modelo de assinatura. Ao pagarem pelo acesso, os usuários podem navegar a vontade pelo browser, mas é impossível baixar as matérias no dispositivo, para serem lidas offline.

A empresa afirmou que, no dia 30 de agosto, o WhatsApp foi comunicado sobre as ações de pirataria, com o pedido de que o conteúdo ilegal fosse removido. O WhatsApp respondeu que só acataria o pedido em caso de uma determinação judicial.

pje fora do ar
Créditos: scyther5 | iStock

Os editores de jornais então entraram com um pedido na Suprema Corte, reunindo prints das conversas de grupos responsáveis pela pirataria. A Suprema Corte de Deli decidiu a favor da DB Corp, e disse que os prints sinalizam que o compartilhamento ilegal de fato ocorreu. O juiz Sanjeev Narula entendeu que a companhia sofreu danos irreparáveis devido à pirataria, e que cada réu deve apagar os conteúdos em questão. O WhatsApp deve atender à determinação da Justiça em 7 dias.

Com informações do Portal Terra.


Fique por dentro de tudo que acontece no mundo jurídico no Portal Juristas, siga nas redes sociais: Facebook, Twitter, Instagram e Linkedin. Participe de nossos grupos no Telegram e WhatsApp. Adquira sua certificação digital e-CPF e e-CNPJ na com a Juristas Certificação Digital, entre em contato conosco por e-mail ou pelo WhatsApp (83) 9 93826000

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

STF retoma julgamento sobre uso da metragem dos imóveis no cálculo do IPTU

O STF retomou a análise de recurso apresentado por Chapecó (SC) contra decisão que considerou inconstitucional a definição da alíquota do IPTU com base na área construída do imóvel. O julgamento pode repercutir sobre legislações municipais, critérios de tributação e pedidos de restituição, além de suscitar debates sobre segurança jurídica e eventual modulação dos efeitos da decisão.

Ministro do STJ suspende julgamento de desapropriação após crítica de advogada a caso considerado “absurdo”

O ministro Afrânio Vilela, do STJ, pediu vista de processo sobre indenização por desapropriação após uma advogada classificar o caso como “absurdo”. A controvérsia envolve a ampliação da área considerada para o cálculo indenizatório, e o julgamento foi suspenso para que o magistrado reexamine os fundamentos de sua posição.

EUA anunciam transmissão ao vivo da execução de militar condenado por ataque em base do Texas

O Pentágono anunciou que a execução de Nidal Malik Hasan, condenado pelo assassinato de 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas, está prevista para 3 de dezembro de 2026 e poderá ser transmitida ao vivo. O procedimento deverá ocorrer por fuzilamento, mas as autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre a transmissão. O anúncio reacendeu o debate sobre a pena de morte e a publicidade das execuções nos Estados Unidos

TJDFT mantém condenação de concessionária de cemitério por furto de motocicleta

O TJDFT manteve a condenação de uma concessionária de cemitérios pelo furto de uma motocicleta em uma de suas unidades. A 7ª Turma Cível identificou falhas no dever de vigilância, apesar da previsão contratual de segurança armada 24 horas por dia. O tribunal entendeu que a terceirização do serviço não afasta a responsabilidade da concessionária. A indenização de R$ 16.174,00 por danos materiais foi mantida, com correção monetária e juros. A decisão foi unânime.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo