Plataforma de entregas é condenada por abandono de encomenda em via pública

Data:

Plataforma de entregas é condenada por abandono de encomenda em via pública | Juristas

A 1ª Turma Recursal dos Juizados Especiais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios manteve a condenação da Uber Tecnologia do Brasil ao pagamento de indenização a uma consumidora que teve sua encomenda abandonada em via pública e posteriormente extraviada.

De acordo com o processo, a autora realizou compras de supermercado por meio do aplicativo Uber Eats, mas não recebeu os produtos. Ao buscar esclarecimentos, recebeu apenas uma imagem indicando que a sacola havia sido deixada no asfalto, sem qualquer tentativa eficaz de entrega ou solução por parte da empresa.

Em defesa, a plataforma alegou que o entregador aguardou no local por tempo superior ao previsto e que, diante da ausência da cliente, teria deixado a encomenda no endereço informado. Sustentou ainda não haver falha na prestação do serviço.

No entanto, o colegiado concluiu que houve falha evidente. As provas indicaram que o pedido foi finalizado e abandonado em via pública, sem consentimento da consumidora e sem comprovação de tentativa de contato, como ligações ou mensagens pelo aplicativo.

Além disso, os magistrados destacaram que a empresa não prestou suporte adequado após o ocorrido, deixando a cliente sem assistência. Para a Turma, a conduta configura desrespeito ao direito do consumidor e caracteriza dano moral indenizável.

Também foi reafirmado que a empresa responde pela prestação do serviço, já que intermedeia a contratação, lucra com a atividade e integra a relação de consumo, nos termos do Código de Defesa do Consumidor.

Dessa forma, foi mantida a condenação ao pagamento de R$ 1.011,20 a título de restituição e R$ 2 mil por danos morais.

A decisão foi unânime.

Processo 0751807-72.2025.8.07.0001.

(Com informações do TJDFT)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

New Balance processa Decathlon nos EUA por suposta violação de marca em logotipo da Kiprun

A New Balance processou a Decathlon nos Estados Unidos, alegando que o logotipo utilizado pela marca esportiva Kiprun apresenta semelhança com seu tradicional símbolo em formato de “N”. A fabricante pede a retirada dos produtos do mercado, a destruição dos itens com o símbolo e indenização. A Decathlon contesta a acusação e afirma que o desenho representa a letra “K”. O processo tramita no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Massachusetts.

IA amplia preocupação com empregos e já afeta a entrada de jovens no mercado de trabalho

Pesquisas recentes indicam que a inteligência artificial já produz efeitos perceptíveis sobre o mercado de trabalho, especialmente nas oportunidades destinadas a profissionais jovens em ocupações mais expostas à automação. Estudos também apontam crescimento do uso de IA generativa nas empresas, inclusive sem conhecimento dos empregadores, levantando questões relacionadas à governança, segurança da informação, proteção de dados e relações trabalhistas. Os pesquisadores ressaltam, contudo, que os dados disponíveis ainda não comprovam uma substituição generalizada de trabalhadores pela tecnologia.

Nelson Wilians transferiu R$ 6,6 milhões para empresa de herdeiro da Casas Bahia, aponta Coaf

Relatório do Coaf que embasou a Operação Distrato registra 15 transferências realizadas por Nelson Wilians, entre setembro de 2024 e setembro de 2025, totalizando R$ 6,6 milhões destinados à Icon Properties, empresa ligada a Michael Klein. A movimentação é mencionada no contexto de investigação do Ministério Público de São Paulo sobre supostas fraudes envolvendo créditos de ICMS. Wilians afirma que as operações são lícitas e não têm relação com os fatos investigados. Michael Klein não se manifestou, enquanto a Casas Bahia informou ter criado um comitê independente para apurar o caso.

Candidata recorre à Justiça após desclassificação de concurso por uso de medicamento hormonal

Candidata ao concurso da Polícia Penal de Minas Gerais foi considerada inapta na avaliação médica após apresentar documentação indicando histórico de câncer de mama e uso contínuo de tamoxifeno. Ela afirma que exames recentes não apontam atividade da doença e questiona judicialmente a desclassificação, invocando o entendimento do STF no Tema 1.015. Os pedidos de liminar e o recurso apresentado pela candidata foram negados, enquanto o processo principal continua em tramitação.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo