Projeto de lei busca impedir que condenados por homicídio herdem bens de parentes da mesma família

Data:

Projeto de lei busca impedir que condenados por homicídio herdem bens de parentes da mesma família | Juristas
herança

O Projeto de Lei 23/2026, em tramitação na Câmara dos Deputados, propõe alterações no Código Civil para ampliar as restrições ao direito de herança de pessoas condenadas por homicídio. A iniciativa busca impedir que herdeiros considerados indignos tenham acesso, ainda que indiretamente, ao patrimônio de outros membros da mesma família.

A proposta ganhou destaque após a repercussão do caso de Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos próprios pais em 2002. Apesar de ter sido excluída da sucessão dos pais em razão da condenação, a legislação atual não impede que ela venha a receber bens de outros parentes, como tios, irmãos ou sobrinhos.

Atualmente, o chamado instituto da indignidade prevê a perda do direito à herança quando o herdeiro pratica crime doloso contra o autor da herança, seu cônjuge, companheiro, ascendentes ou descendentes. O Projeto de Lei 23/26 pretende ampliar esse alcance para incluir parentes colaterais até o quarto grau, fechando brechas que, segundo a autora da proposta, podem resultar em benefícios patrimoniais para quem praticou crimes graves contra integrantes da própria família.

De acordo com a deputada Dayany Bittencourt (União-CE), autora do projeto, a medida busca preservar os princípios éticos que orientam o direito sucessório. Para a parlamentar, permitir que um condenado por homicídio herde bens de familiares ligados à vítima representa uma forma indireta de vantagem decorrente do próprio crime.

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Caso aprovada, seguirá para apreciação do Plenário da Câmara dos Deputados.

(Com informações da Agência Câmara de Notícias por Emanuelle Brasil)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Waze suspende alertas de segurança no Brasil após uso político durante eleições

O Waze suspendeu temporariamente no Brasil a função de alertas relacionados à segurança pública após identificar registros falsos utilizados para ironizar campanhas eleitorais. O caso evidencia os desafios das plataformas digitais para combater o uso indevido de recursos colaborativos e evitar a disseminação de informações enganosas durante períodos eleitorais.

STF inicia julgamento sobre acesso a dados de usuários da internet sem decisão judicial

O STF iniciou julgamento para definir se provedores de internet podem fornecer dados de conexão e registros de usuários diretamente às autoridades ou se é indispensável uma decisão judicial prévia. O relator, ministro Cristiano Zanin, e o ministro Dias Toffoli votaram pela validade da exigência prevista no Marco Civil da Internet. O julgamento foi suspenso e ainda não há data para sua retomada.

TRF-4 determina perda do cargo de juiz acusado de furtar champanhes em supermercado

O TRF-4 determinou a perda do cargo de um juiz federal acusado de furtar duas garrafas de champanhe de um supermercado em Santa Catarina. A decisão também prevê sua disponibilidade sem remuneração, mas ainda será analisada pelo CNJ, que poderá reexaminar a medida no âmbito administrativo.

Big techs ampliam identificação de conteúdos gerados por IA

Grandes empresas de tecnologia estão ampliando ferramentas para identificar e sinalizar conteúdos produzidos por inteligência artificial. A movimentação ocorre diante da pressão regulatória, especialmente na União Europeia, e de preocupações com conteúdos de baixa qualidade, desinformação, riscos jurídicos e impactos na experiência dos usuários. Especialistas avaliam que a disputa entre ferramentas de geração e sistemas de detecção de IA deve continuar à medida que os modelos se tornam mais sofisticados.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo