Quem era o juiz do TJ-SP encontrado morto carbonizado; Polícia Civil investiga o caso

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Quem era o juiz do TJ-SP encontrado morto carbonizado; Polícia Civil investiga o caso | Juristas
Crédito: AndreyPopov / istock

O juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, titular da 2ª Vara de Mococa, no interior de São Paulo, foi encontrado morto e carbonizado na zona rural de São João da Boa Vista. A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita. Até a divulgação das informações, ninguém havia sido preso.

A Polícia Militar foi acionada por volta das 20h15. Uma testemunha tentou conter o incêndio utilizando uma retroescavadeira e jogou terra sobre o local. O corpo foi encontrado após os bombeiros controlarem as chamas. A identificação do magistrado ocorreu por meio de uma tatuagem no abdômen e dos documentos que estavam em sua carteira. Conforme as informações divulgadas, não foram identificados sinais aparentes de violência, e os pertences pessoais da vítima permaneceram no local.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São João da Boa Vista. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) do município para a realização de exames que poderão contribuir para esclarecer as circunstâncias da morte.

Natural de Mogi das Cruzes (SP), Gustavo de Castro Campos nasceu em 1981 e se formou em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas. Ele possuía duas especializações e, antes de ingressar na magistratura, trabalhou como advogado por dez anos. Posteriormente, atuou como delegado da Polícia Civil do Espírito Santo e juiz substituto na Justiça capixaba.

O magistrado ingressou no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) em 2014, inicialmente como juiz substituto da 14ª Circunscrição Judiciária, com sede em Barretos. Também atuou na comarca de Tambaú antes de assumir a titularidade da 2ª Vara de Mococa.

O TJ-SP divulgou nota de pesar e manifestou solidariedade aos familiares e amigos do magistrado. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Mococa também lamentou a morte e destacou o respeito e a cordialidade do juiz no relacionamento com advogados, servidores e demais profissionais do sistema de Justiça. A Prefeitura de Mococa decretou luto oficial de três dias, enquanto a Associação Paulista de Magistrados (Apamagis) divulgou manifestação de pesar e solidariedade à família.

As circunstâncias da morte permanecem sob investigação. A definição da causa e a apuração de eventual participação de terceiros dependerão dos resultados da investigação policial e dos exames periciais.

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