TJ-MG mantém multas contra inquilino que usou apartamento para fins comerciais

Data:

venda de imóvel / Chácara / fazenda/ sitio / casa / apartamento
Créditos: Africa Studio/Shutterstock.com

A 18ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais confirmou sentença que manteve multas aplicadas a um inquilino de um condomínio em Belo Horizonte por utilizar unidade residencial em desacordo com a convenção condominial.

O morador ingressou com ação para anular as penalidades, alegando perseguição do síndico, ausência de notificação formal e discriminação contra moradoras transexuais que residiam no apartamento. Também pediu indenização por danos morais e materiais.

O condomínio, porém, argumentou que o imóvel vinha sendo usado para fins comerciais e de prostituição, em violação às regras internas que permitem apenas uso residencial. Negou qualquer prática discriminatória e informou que há ação de despejo em curso.

Decisão de primeiro grau

A juíza Maria de Lourdes Tonucci Cerqueira Oliveira, da 23ª Vara Cível de Belo Horizonte, rejeitou os pedidos do inquilino. Ela destacou que as multas seguiram o regulamento interno, que proíbe atividades comerciais ou profissionais nas unidades. Ressaltou ainda que o morador não negou a prática de prostituição no local e que as infrações foram devidamente notificadas.

Recurso rejeitado

Ao analisar o recurso, o relator, desembargador Luís Eduardo Alves Pifano, manteve a decisão. Ele destacou a existência de provas testemunhais, registros de redes sociais e movimentação intensa de pessoas em horários noturnos, confirmando a exploração de programas sexuais no imóvel.

Segundo o magistrado, as penalidades foram aplicadas com base em deliberação válida de assembleia e no regulamento condominial. Os desembargadores João Câncio e Sérgio André da Fonseca Xavier acompanharam o voto. A decisão foi unânime.

(Com informações do ConJur)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Governo cria regras para combater cambismo digital e ampliar proteção de consumidores em eventos

O governo federal regulamentou a venda, a revenda e a transferência de ingressos pela internet com medidas destinadas a combater o cambismo digital, ampliar a transparência e proteger direitos dos consumidores. A regulamentação estabelece regras para filas, meia-entrada, taxas, revenda, transferência e reembolso. Outro decreto determina a disponibilização gratuita de água potável em eventos culturais, com regras específicas para eventos com mais de mil pessoas.

Tribunal do Júri condena corintiano por matar esposa palmeirense após discussão

O Tribunal do Júri condenou o empresário Leonardo Souza Ceschini a 13 anos e 24 dias de prisão, em regime fechado, pela morte da esposa, Érica Fernandes Alves Ceschini, ocorrida em 2021. A vítima foi atingida por oito golpes de faca após uma discussão relacionada à rivalidade entre Corinthians e Palmeiras. Os jurados reconheceram o feminicídio, o emprego de meio cruel e o aumento de pena pelo fato de o crime ter ocorrido na presença dos filhos do casal. A defesa informou que pretende recorrer da decisão.

Júri condena homem acusado de orquestrar assassinato do rapper Tupac Shakur

Resumo: Duane “Keffe D” Davis, de 63 anos, foi considerado culpado por um júri de Las Vegas por participação no assassinato do rapper Tupac Shakur, ocorrido em 1996. A acusação sustentou que Davis organizou a ação e estava no veículo de onde partiram os disparos, enquanto a defesa questionou a existência de provas independentes. Davis poderá ser condenado à prisão perpétua, e o caso ainda poderá ser objeto de recursos

CNJ avalia tornar obrigatório resumo estruturado em petições e recursos em todo o país

O CNJ avalia criar uma regra nacional para exigir resumos estruturados em petições iniciais e recursos, contendo informações como fatos, pedidos, decisões questionadas e fundamentos legais. A proposta busca uniformizar procedimentos e facilitar a utilização de ferramentas de inteligência artificial no Judiciário, mas também levanta discussões sobre formalismo processual, direito de acesso à Justiça e a necessidade de supervisão humana no uso da tecnologia.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo