TRF-1 revoga liminar e mantém validade das regras da nova CNH no país

Data:

Carteira Nacional de Habilitação - CNH
Créditos: RafaPress / iStock

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) derrubou a liminar que havia suspendido o programa CNH do Brasil, iniciativa criada para facilitar o acesso à Carteira Nacional de Habilitação e simplificar a renovação do documento para motoristas já habilitados. A decisão foi proferida pelo desembargador federal João Batista Moreira, presidente da Corte, após atuação da Advocacia-Geral da União (AGU).

A suspensão do programa havia sido determinada pela Justiça Federal em Mato Grosso, em ação proposta pelo Departamento Estadual de Trânsito do estado (Detran/MT). Para reverter a medida, a AGU sustentou a legalidade do exercício do poder regulamentar pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a plena validade da Resolução Contran nº 1.020/2025 e o risco ao interesse público decorrente da interrupção de uma política pública de alcance nacional já em fase de implementação em diversos estados.

Ao analisar o pedido, o desembargador destacou que os elementos do processo indicam atuação legítima dos órgãos federais de trânsito, especialmente do Contran e do órgão máximo executivo de trânsito da União, no exercício das atribuições que lhes são conferidas por lei.

Segundo a AGU, a decisão do TRF-1 garante a uniformidade do sistema nacional de trânsito, assegura a continuidade da política pública e evita prejuízos a milhões de condutores em todo o país, além de reduzir a insegurança jurídica gerada por decisões judiciais isoladas sobre o tema.

Para a advogada da União Alessandra Ferreira dos Santos, da Procuradoria-Regional da União da 1ª Região, o entendimento do tribunal prestigia a presunção de legalidade dos atos administrativos, respeita a separação dos poderes e preserva a harmonia institucional.

A nova regulamentação da CNH já está em vigor e promove mudanças relevantes no processo de habilitação, incluindo ajustes nos custos, na carga horária das aulas e nos requisitos para exames médicos, com o objetivo de ampliar o acesso e facilitar a renovação do documento. As informações são da assessoria de imprensa da Advocacia-Geral da União.

Processo: 1049172-49.2025.4.01.0000

(Com informações do ConJur)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Câmeras com IA identificam comportamentos suspeitos e reacendem debate sobre vigilância

Câmeras de monitoramento, tradicionalmente utilizadas para registrar ocorrências e...

Inteligência artificial amplia ataques cibernéticos e coloca empresas brasileiras na mira de grupos criminosos

O avanço da inteligência artificial generativa tem contribuído para o aumento e a sofisticação de ataques cibernéticos realizados por grupos criminosos. No Brasil, empresas e instituições passaram a figurar entre os alvos de operações de ransomware e roubo de dados. Além dos prejuízos financeiros, os ataques podem gerar responsabilidades relacionadas à proteção de dados pessoais e exigir comunicação à ANPD e aos titulares afetados.

Nova lei aumenta penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes na internet

A Lei 15.487/2026 endureceu as penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes, inclusive aqueles praticados pela internet ou com o uso de inteligência artificial. A norma elevou diversas penas, incluiu os crimes no rol dos hediondos, criou mecanismos de investigação digital, como as chamadas “rondas virtuais”, e ampliou a proteção psicológica e psicossocial às vítimas. A legislação também prevê aumento de pena quando houver uso de IA, deepfakes, redes sociais, aplicativos de mensagens ou jogos online para facilitar a prática criminosa.

Alemanha planeja reformar “minijobs” e ampliar contribuição previdenciária

A Alemanha avalia reformar o sistema de “minijobs”, modalidade de trabalho de curta jornada que atende cerca de 7 milhões de pessoas. Entre as propostas estão o fim da possibilidade de renunciar às contribuições previdenciárias e o aumento dos encargos pagos pelas empresas. Sindicatos defendem a mudança por considerarem o modelo precário, enquanto empregadores argumentam que os minijobs garantem flexibilidade ao mercado de trabalho. Estudantes e trabalhadores que dependem dessa modalidade temem redução da renda. O governo alemão ainda deverá definir os detalhes da reforma.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo