União Europeia discute regras para acesso gradual de crianças e adolescentes às redes sociais

Data:

União Europeia discute regras para acesso gradual de crianças e adolescentes às redes sociais | JuristasA União Europeia estuda a adoção de um novo marco regulatório para disciplinar o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais e aos dispositivos digitais. A proposta prevê a implementação de regras graduais, de acordo com a faixa etária, com o objetivo de fortalecer a proteção de menores no ambiente digital e incentivar o uso responsável da tecnologia.

As diretrizes estão em discussão entre os países que integram o bloco europeu e deverão servir de base para um projeto legislativo previsto para ser apresentado ainda no segundo semestre deste ano. A iniciativa busca estabelecer parâmetros mais específicos para o uso de telas e plataformas digitais por crianças e adolescentes, levando em consideração seu estágio de desenvolvimento.

Entre as recomendações apresentadas está a orientação para que bebês e crianças de até dois anos não sejam expostos a telas. Para crianças entre três e doze anos, a proposta prevê o uso de dispositivos eletrônicos e redes sociais adequadas à idade, sempre com supervisão de adultos e limitação do tempo de utilização.

No caso dos adolescentes, a expectativa é que o acesso às plataformas digitais ocorra de forma progressiva, observando critérios de maturidade, segurança e mecanismos de proteção capazes de reduzir riscos relacionados à exposição excessiva, ao cyberbullying, à coleta de dados pessoais e ao contato com conteúdos inadequados.

Especialistas em direito digital e proteção da infância avaliam que a iniciativa representa um avanço na construção de políticas públicas voltadas à segurança de crianças e adolescentes no ambiente virtual. Segundo eles, o modelo europeu propõe critérios objetivos e graduais de utilização das plataformas, diferentemente de abordagens mais genéricas adotadas em outras legislações.

No Brasil, o debate ganhou força com a aprovação do chamado ECA Digital, que ampliou medidas voltadas à proteção de menores na internet. Entretanto, especialistas apontam que a legislação brasileira ainda poderá evoluir com regras mais detalhadas sobre classificação etária, supervisão parental, deveres das plataformas digitais e mecanismos de controle do acesso por faixa de idade.

A discussão também ocorre em meio ao crescimento das preocupações envolvendo saúde mental, uso excessivo de dispositivos eletrônicos, exposição a conteúdos nocivos, aliciamento de menores, coleta de dados pessoais e responsabilidade das empresas de tecnologia na proteção de usuários vulneráveis.

Caso seja aprovada, a futura legislação europeia poderá servir de referência para outros países na formulação de políticas públicas voltadas à regulação do ambiente digital e à proteção integral de crianças e adolescentes.

(Com informações do Tilt UOL por Guilherme Tagiaroli)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

EUA desarticulam esquema de casamentos falsos para obtenção de green cards com participação de brasileiros

Autoridades dos Estados Unidos acusaram seis cidadãos americanos de envolvimento em um esquema de casamentos falsos em Massachusetts para facilitar a obtenção de green cards. A rede cobraria até US$ 40 mil por união fictícia e teria envolvido diversos brasileiros, além de utilizar contratos, fotografias e pessoas para simular relacionamentos legítimos.

Câmeras em banheiros de escolas são proibidas no Paraná

O Paraná proibiu câmeras em banheiros e vestiários das escolas estaduais após uma estudante encontrar um dispositivo em um colégio de Cambé. A Polícia Civil e o Ministério Público investigam o caso, e a Secretaria de Educação instaurou apuração administrativa.

Golpe com audiência judicial falsa criada por IA causa prejuízo de R$ 324 mil a empresário

Um empresário de 72 anos perdeu cerca de R$ 324 mil após participar de uma falsa audiência judicial criada com inteligência artificial. Enganado por criminosos que simularam autoridades e advogados, ele realizou três transferências bancárias e decidiu processar o banco que autorizou as operações.

Som alto prejudica trabalho de advogado e lojas terão de indenizar

A Justiça de Santa Catarina condenou as Lojas Colombo e o Magazine Luiza a pagar R$ 3 mil por danos morais a um advogado cujo trabalho era prejudicado pelo som alto dos estabelecimentos. As empresas também deverão controlar o volume da música para não interferir no escritório vizinho.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo