Universal Pictures deve indenizar surfista brasileiro por uso não autorizado de imagem em filme

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Créditos: LeMusique | iStock

A Justiça paulista determinou que a Universal Pictures Brasil pague uma indenização de R$ 25 mil ao renomado surfista brasileiro Felipe Cesarano. A decisão decorre do uso não autorizado da imagem do surfista no filme “Jurassic World: Reino Ameaçado”, lançado em 2018 pela Universal Studios, um dos mais conceituados estúdios de Hollywood. A Universal Pictures Brasil é a responsável pela veiculação e exploração do filme no território brasileiro.

Felipe Cesarano é reconhecido por sua perícia em surfar ondas gigantes, alcançando até 21 metros, equivalente à altura de um prédio de sete andares. O filme exibiu uma cena na qual o surfista enfrenta uma dessas imponentes ondas, registrada em 2016 na praia de Jaws, no Havaí.

Universal Pictures deve indenizar surfista brasileiro por uso não autorizado de imagem em filme | Juristas
Awesome Shot of a Surfer Riding the Waves

A decisão judicial foi fundamentada no uso indevido da imagem do surfista, realizado sem a devida autorização. Os advogados de Felipe Cesarano, Antonio Carlos Amorim e Felipe Amorim, destacaram à Justiça a surpresa diante da postura da produtora de cinema de renome internacional.

O valor da indenização, fixado em R$ 25 mil, reflete o reconhecimento do dano moral causado ao surfista pela utilização não autorizada de sua imagem em uma produção cinematográfica de grande repercussão. A decisão ressalta a importância do respeito aos direitos de imagem e propriedade intelectual, mesmo em produções de grande porte.

“Não se deu o trabalho nem de alterar a cor da prancha do Felipe. A única diferença, talvez, seja a edição de um dinossauro indo de encontro a ele, no qual é quase comido e devorado”, disseram no processo.

Posição da Universal

A Universal Pictures Brasil afirmou em sua defesa que a cena que “supostamente conteria a imagem” de Cesarano tem apenas quatro segundos, “sem qualquer destaque ou relevância no filme”.

“Considerando a distância, foco, os múltiplos elementos que compõem cena e a sua curta duração, não é possível identificar com segurança o autor [do processo] em nenhum momento, seja no filme em si ou em sua divulgação”, afirmou.

Conforme a Universal, “o ponto principal da cena é o enorme dinossauro, que sai da água para atacar os surfistas”. Afirmou que em nenhum momento houve a exploração comercial do filme com base na identidade do atleta.

Decisão do juiz

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Créditos: seksan mongkhonkhamsao / iStock

O juiz Guilherme Santini Teodoro discordou da argumentação da empresa e afirmou que esta violou o direito de imagem do surfista Cesarano. O magistrado ressaltou que o surfista foi reconhecido no meio esportivo no filme, e uma perícia confirmou sua identidade na cena. A empresa tem a opção de recorrer, e o valor de R$ 25 mil será acrescido de juros e correção monetária desde o lançamento do filme no Brasil.

Com informações do UOL.


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Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

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