US$ 72 bilhões em transações de Bitcoin são oriundos de atividades ilegais

0
37

Pesquisadores analisaram dados e algoritmos e chegaram à conclusão do massivo valor utilizado em atividades ilícitas

Um grupo de pesquisadores da Austrália, liderados por Jonathan R. Karlsen, Sean Foley e Talis J. Putninš utilizou métodos de análise de dados, que envolvem diversos algoritmos, e chegaram à conclusão de que aproximadamente US$ 72 bilhões em Bitcoin são frutos de atividades ilegais, como pronografia criminosa, compra de drogas e armas e até mesmo a contratação de assassinos de aluguel.

É inegável que existem grandes vantagens quanto ao uso das criptomoedas, como transações bem mais rápidas e que não dependem da restrita regulação dos bancos ou outras instituições financeiras, mas foi justamente tudo isso que atraiu tantas pessoas para esse mercado.

O grande problema é a liberdade que as moedas virtuais possibilitam, o que faz com que elas sejam utilizadas para fins escusos.

Explicação dos pesquisadores

A equipe de pesquisadores explicou que ao mesmo tempo que as criptomoedas possuem vários benefícios em potencial, como assentamento mais rápido e eficiente, as preocupações quanto à regulamentação são centradas em seu uso para comércio ilegal potencial para o financiamento de terrorismo, lavagem de dinheiro e para evitar controles de capital.

Veja também: Bitcoin não será regularizada nem tão cedo no Brasil

O curioso é que esse valor, de US$ 72 bilhões, é justamente a desvalorização da moeda desde o início de 2018, de acordo com uma publicação da Business Insider.

Seja como for, o valor não pode ser considerado como um fator que impulsione o mercado negro ou algo do tipo, já que as outras fontes de dinheiro ainda são muito maiores do que o bitcoin. Ainda assim, quem quer se envolver com atividades criminosas encontrou no bitcoin uma opção melhor.

De acordo com os responsáveis pela pesquisa, suas estimativas da quantidade de comércio ilegal que ficou mais fácil com o Bitcoin contribui para se entender essa questão, embora sejam necessárias novas pesquisas para relacioná-las com as tendências do mercado negro offline.

Fonte oficial: Tecmundo

Compartilhe com: