Conheça os ministros do Tribunal Superior do Trabalho – TST e suas trajetórias profissionais
O Tribunal Superior do Trabalho é a instância máxima da Justiça do Trabalho brasileira. Cabe à Corte uniformizar a interpretação da legislação trabalhista, julgar recursos provenientes dos Tribunais Regionais do Trabalho e estabelecer precedentes que influenciam as relações profissionais em todo o país.
A Constituição estabelece uma composição de 27 ministros, escolhidos entre magistrados dos Tribunais Regionais do Trabalho e integrantes do quinto constitucional, reservado à advocacia e ao Ministério Público do Trabalho (MPT). Em agosto de 2026, o Tribunal conta com 26 ministros em exercício, permanecendo aberta a vaga decorrente da aposentadoria da ministra Dora Maria da Costa.
A atual direção é formada pelo presidente Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, pelo vice-presidente Guilherme Augusto Caputo Bastos e pelo corregedor-geral da Justiça do Trabalho José Roberto Freire Pimenta.

1. Luiz Philippe Vieira de Mello Filho — presidente
Ministro do TST desde 2006, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho construiu sua trajetória profissional na magistratura trabalhista de Minas Gerais. Antes de chegar ao Tribunal Superior, exerceu diferentes funções no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, inclusive na administração e na formação de magistrados.
Ao longo de sua atuação no TST, integrou órgãos especializados, exerceu a Vice-Presidência e comandou a Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho. Sua carreira é marcada pela defesa da valorização institucional da Justiça do Trabalho, do fortalecimento dos precedentes e da modernização da prestação jurisdicional.

2. Guilherme Augusto Caputo Bastos — vice-presidente
Natural de Juiz de Fora, Guilherme Augusto Caputo Bastos possui formação em Ciências Econômicas e em Direito. Ingressou na magistratura trabalhista e desenvolveu parte significativa de sua carreira no Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, em Mato Grosso.
Empossado no TST em 2007, consolidou atuação tanto na jurisdição trabalhista quanto na administração judiciária. Também se destaca por seus estudos relacionados ao Direito Desportivo, às relações de trabalho no esporte e à gestão institucional do Poder Judiciário.

3. José Roberto Freire Pimenta — corregedor-geral
José Roberto Freire Pimenta nasceu em São Sebastião do Paraíso, Minas Gerais. Desenvolveu extensa carreira na magistratura trabalhista mineira, atuando como juiz e desembargador do TRT da 3ª Região antes de ingressar no TST.
Além da experiência jurisdicional, possui expressiva atuação acadêmica e participação na formação de magistrados. Como corregedor-geral, é responsável por acompanhar e fiscalizar o funcionamento dos Tribunais Regionais do Trabalho, promovendo correições, orientações administrativas e medidas destinadas ao aprimoramento da Justiça do Trabalho.

4. Ives Gandra da Silva Martins Filho
Formado em Direito pela Universidade de São Paulo, Ives Gandra da Silva Martins Filho possui mestrado e doutorado e construiu inicialmente sua carreira no Ministério Público do Trabalho. Ingressou no TST em 1999, em vaga destinada ao MPT.
Foi presidente do Tribunal Superior do Trabalho e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, além de corregedor-geral e diretor da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho. É autor de numerosos livros e artigos sobre Direito do Trabalho, processo trabalhista, teoria do Direito, ética e filosofia jurídica.

5. Maria Cristina Irigoyen Peduzzi
Maria Cristina Peduzzi iniciou os estudos jurídicos na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e concluiu a graduação na Universidade de Brasília (UNB). É mestre em Direito, Estado e Constituição pela UnB.
Antes de ingressar no TST pelo quinto constitucional da advocacia, em 2001, atuou como advogada perante os tribunais superiores, procuradora da República, procuradora do Trabalho e professora universitária. Foi a primeira mulher a presidir o Tribunal Superior do Trabalho, no biênio 2020–2022, e possui relevante produção acadêmica nas áreas de Direito do Trabalho, direitos fundamentais e combate ao assédio.

6. Kátia Magalhães Arruda
Natural do Ceará, Kátia Magalhães Arruda desenvolveu longa carreira na magistratura trabalhista, com atuação destacada no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região, no Maranhão, antes de chegar ao TST.
Sua trajetória institucional é especialmente associada à proteção da infância, ao combate ao trabalho infantil, à promoção do trabalho decente e à defesa dos direitos fundamentais nas relações laborais. Também exerce atividades acadêmicas e participa de programas nacionais voltados à responsabilidade social da Justiça do Trabalho.

7. Lelio Bentes Corrêa
Bacharel em Direito pela Universidade de Brasília, Lelio Bentes Corrêa é mestre em Direito Internacional dos Direitos Humanos pela Universidade de Essex, na Inglaterra. Ingressou no Ministério Público do Trabalho em 1989 e chegou ao cargo de subprocurador-geral do Trabalho.
Atuou na Organização Internacional do Trabalho, em Genebra, especialmente em programas de erradicação do trabalho infantil. Ministro do TST desde 2003, presidiu a Corte entre 2022 e 2024, período marcado por políticas de promoção do trabalho digno, diversidade, inclusão e enfrentamento da discriminação.
8. Maurício Godinho Delgado
Mauricio Godinho Delgado é graduado em Direito pela Universidade Federal de Juiz de Fora, mestre em Ciência Política e doutor em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais. Antes de chegar ao TST, exerceu a magistratura no TRT da 3ª Região.
Ministro desde 2007, é um dos mais conhecidos doutrinadores brasileiros do Direito do Trabalho. Seu curso sobre a disciplina tornou-se referência na formação de estudantes, magistrados, procuradores e advogados. Sua produção acadêmica valoriza a dimensão constitucional do trabalho, a dignidade humana e a função civilizatória dos direitos sociais.
9. Augusto César Leite de Carvalho
Augusto César Leite de Carvalho possui mestrado em Direito Constitucional pela Universidade Federal do Ceará, doutorado pela Universidade de Castilla-La Mancha e pós-doutorado pela Universidade de Salamanca.
Construiu sua carreira no Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região, em Sergipe, antes de tomar posse no TST em 2009. Sua produção acadêmica aborda direitos fundamentais, trabalho decente, liberdade sindical, negociação coletiva e proteção internacional dos direitos trabalhistas.
10. Delaíde Alves Miranda Arantes
Delaíde Miranda Arantes possui uma trajetória marcada pela superação pessoal e pela advocacia trabalhista. Antes de concluir sua formação jurídica, trabalhou em diferentes atividades, experiência que contribuiu para sua compreensão concreta das desigualdades presentes no mundo do trabalho.
Atuou durante décadas como advogada e ingressou no TST em 2011, em vaga destinada à advocacia. Sua atuação é associada à defesa dos direitos fundamentais, da igualdade, do trabalho decente, da proteção contra discriminações e da valorização das mulheres no sistema de Justiça.
11. Hugo Carlos Scheuermann
Hugo Carlos Scheuermann iniciou sua vida profissional em funções administrativas e, posteriormente, tornou-se servidor do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região. Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
Ingressou na magistratura em 1989, foi promovido a desembargador do TRT gaúcho e tomou posse no TST em 2012. Sua trajetória combina experiência prática na Justiça do Trabalho, gestão judiciária, formação de magistrados e produção acadêmica em Direito Processual do Trabalho.
12. Alexandre de Souza Agra Belmonte
Alexandre de Souza Agra Belmonte desenvolveu sua carreira na magistratura trabalhista do Rio de Janeiro antes de ser nomeado ministro do TST, em 2012.
Professor, conferencista e autor de obras jurídicas, possui atuação acadêmica especialmente reconhecida nos campos dos direitos fundamentais, responsabilidade civil, relações de trabalho, Direito Desportivo e impactos das novas tecnologias. Também participa de debates sobre inteligência artificial, transformação digital e novas formas de organização profissional.
13. Cláudio Mascarenhas Brandão
Oriundo da magistratura do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região, na Bahia, Cláudio Mascarenhas Brandão ingressou na carreira judicial em 1986 e tomou posse no TST em 2013.
Sua produção jurídica dedica especial atenção aos direitos fundamentais, à efetividade da jurisdição, à proteção da saúde do trabalhador, aos acidentes de trabalho e à responsabilidade civil nas relações laborais. Também possui relevante atuação na formação e no aperfeiçoamento de magistrados.
14. Maria Helena Mallmann
Maria Helena Mallmann construiu sua carreira na Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul. Atuou como juíza e desembargadora do TRT da 4ª Região, tribunal que também presidiu, antes de tomar posse no TST em 2014.
Sua trajetória reúne experiência jurisdicional, administração judiciária e formação de magistrados. No Tribunal Superior, participa de julgamentos relacionados a direitos individuais e coletivos do trabalho, além de iniciativas sobre igualdade, cidadania e fortalecimento institucional da Justiça do Trabalho.
15. Douglas Alencar Rodrigues
Douglas Alencar Rodrigues é oriundo do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, com jurisdição sobre o Distrito Federal e o Tocantins. Desenvolveu carreira como juiz, desembargador, professor e gestor de instituições judiciárias.
Empossado no TST em 2014, possui atuação relevante em Direito Constitucional do Trabalho, processo trabalhista, responsabilidade civil e proteção dos direitos fundamentais. Também exerceu funções na Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho.
16. Breno Medeiros
Breno Medeiros construiu sua trajetória profissional na magistratura do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região, em Goiás. Antes de ingressar no TST, exerceu funções jurisdicionais e administrativas no tribunal regional, incluindo cargos de direção.
Tomou posse como ministro em 2017. Sua atuação reúne experiência em julgamento de conflitos individuais, gestão judiciária, aplicação de precedentes e uniformização da jurisprudência trabalhista.
17. Alexandre Luiz Ramos
Alexandre Luiz Ramos desenvolveu sua carreira na magistratura trabalhista de Santa Catarina, no âmbito do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região. Tomou posse no TST em 2018, na vaga aberta pela aposentadoria do ministro João Oreste Dalazen.
Além da atividade jurisdicional, possui experiência acadêmica e participa de debates sobre processo do trabalho, liberdade econômica, negociação coletiva, relações empresariais e os limites constitucionais da intervenção judicial.
18. Evandro Pereira Valadão Lopes
Natural do Rio de Janeiro, Evandro Pereira Valadão Lopes ingressou na magistratura trabalhista em 1989. Atuou em diferentes Varas do Trabalho e foi promovido a desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região em 2003.
Tomou posse no TST em 2019, na vaga decorrente da aposentadoria da ministra Maria de Assis Calsing. Sua trajetória é marcada pela experiência na magistratura de primeiro e segundo graus e pela atuação em temas de Direito Individual e Coletivo do Trabalho.
19. Luiz José Dezena da Silva
Luiz José Dezena da Silva é magistrado de carreira oriundo do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, sediado em Campinas. Atuou em diferentes unidades judiciárias e exerceu funções no segundo grau antes de chegar ao Tribunal Superior.
Empossado no TST em 2018, possui experiência consolidada em processo trabalhista, execução, recursos e conflitos individuais do trabalho. Sua trajetória também inclui participação em atividades acadêmicas e de aperfeiçoamento da magistratura.
20. Amaury Rodrigues Pinto Junior
Natural de Curitiba, Amaury Rodrigues Pinto Junior é bacharel em Direito e construiu sua carreira na magistratura trabalhista, com destacada atuação no Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, em Mato Grosso do Sul.
Tomou posse como ministro do TST em 2021. Além da atuação jurisdicional, possui experiência administrativa, acadêmica e em iniciativas relacionadas à conciliação e à racionalização do sistema recursal trabalhista.
21. Alberto Bastos Balazeiro
Alberto Bastos Balazeiro ingressou no Ministério Público do Trabalho por concurso público e desenvolveu carreira como procurador do Trabalho, procurador regional e subprocurador-geral.
Antes de tomar posse no TST, exerceu o cargo de procurador-geral do Trabalho. Sua atuação institucional abrange temas como combate ao trabalho escravo, proteção da infância, inclusão profissional, aprendizagem, liberdade sindical e enfrentamento de fraudes nas relações de trabalho. Ingressou no Tribunal em 2021, na vaga destinada ao Ministério Público do Trabalho.
22. Morgana de Almeida
Natural de Toledo, no Paraná, Morgana de Almeida graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná. Atuou como advogada antes de ingressar na magistratura trabalhista.
Construiu sua carreira no Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região e exerceu funções relevantes no Conselho Nacional de Justiça, especialmente em projetos de modernização, planejamento e promoção da conciliação. Tomou posse no TST em 2021.
23. Sérgio Pinto Martins
Sergio Pinto Martins possui uma das formações acadêmicas mais abrangentes da Corte. É graduado em Direito, Ciências Contábeis e Administração, mestre em Direito Tributário, doutor e livre-docente em Direito do Trabalho e professor titular da Universidade de São Paulo.
Exerceu a advocacia e a contabilidade antes de ingressar na magistratura do TRT da 2ª Região. Empossado no TST em 2022, é autor de extensa produção bibliográfica sobre Direito do Trabalho, processo trabalhista, seguridade social, Direito Tributário, FGTS, terceirização, dano moral e relações sindicais.
24. Liana Chaib
Natural de Teresina, Liana Chaib construiu sua carreira na Justiça do Trabalho do Piauí. Ingressou na magistratura, exerceu diferentes funções jurisdicionais e administrativas e chegou à presidência do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região.
Tomou posse no TST em 2022. Sua experiência reúne atuação em Direito Individual e Coletivo do Trabalho, administração judiciária, formação de magistrados e aprimoramento da prestação jurisdicional.
25. Antônio Fabrício de Matos Gonçalves
Natural de Brasília de Minas, Antônio Fabrício de Matos Gonçalves chegou ao TST pelo quinto constitucional da advocacia. Antes de sua nomeação, acumulou mais de três décadas de atuação como advogado trabalhista e professor.
Também exerceu funções de liderança na Ordem dos Advogados do Brasil e em entidades representativas da advocacia trabalhista. Empossado em 2024, representa na Corte a experiência adquirida na advocacia, na docência e no diálogo entre os diferentes atores do sistema de Justiça do Trabalho.
26. Margareth Rodrigues Costa
Nascida em Salvador, Margareth Rodrigues Costa graduou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia. Ingressou na magistratura trabalhista em 1990 e atuou como juíza titular e desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região.
Também exerceu funções administrativas e foi convocada para atuar no próprio TST antes de sua nomeação definitiva. Empossada em maio de 2026, passou a integrar a Sétima Turma e a Subseção I Especializada em Dissídios Individuais. É a 12ª mulher a integrar o Tribunal ao longo de sua história.
A vaga ainda não preenchida
A 27ª cadeira do TST encontra-se vaga desde a aposentadoria da ministra Dora Maria da Costa, formalizada em janeiro de 2026. O presidente da República indicou o desembargador Sergio Torres Teixeira, do TRT da 6ª Região, para o cargo.
Contudo, até 2 de agosto de 2026, a sabatina na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado ainda estava sem data definida. Portanto, Sergio Torres Teixeira permanece como indicado e ainda não integra formalmente a composição da Corte.
Uma Corte formada por diferentes experiências jurídicas
A composição do TST reúne magistrados de carreira, antigos integrantes do Ministério Público do Trabalho e profissionais oriundos da advocacia. Essa diversidade decorre do modelo constitucional de preenchimento das vagas e permite que a Corte seja formada por juristas com experiências profissionais, acadêmicas e institucionais distintas.
Mais do que biografias individuais, as trajetórias dos ministros revelam diferentes visões sobre a função social do trabalho, a liberdade econômica, a negociação coletiva, os direitos fundamentais, a segurança jurídica e o papel da Justiça do Trabalho diante das transformações tecnológicas e produtivas do século XXI.
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