
O Tribunal Superior do Trabalho (TST), o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) firmaram nesta terça-feira (18) um acordo de cooperação técnica para criar e implementar a Política Judiciária Nacional de Promoção do Trabalho Decente.
O acordo prevê também a criação do Observatório do Trabalho Decente (OTD), que reunirá representantes do Judiciário, especialistas e membros da sociedade civil para sistematizar dados, boas práticas e diretrizes voltadas à valorização do trabalho digno.
Foco em justiça social e direitos humanos
O presidente do CNJ e do STF, ministro Edson Fachin, destacou que a iniciativa busca articular conhecimento técnico, diálogo social e políticas públicas judiciárias. “O trabalho diz respeito às pessoas e à vida digna. Não se trata de uma mercadoria”, afirmou, ressaltando que o Judiciário deve atuar de forma proativa na promoção da justiça social.
O presidente do TST e do CSJT, ministro Vieira de Mello Filho, reforçou que o trabalho decente vai além da remuneração, envolvendo respeito aos direitos, segurança, igualdade e oportunidades de crescimento pessoal e coletivo.
Ações previstas
O plano de trabalho, a ser apresentado em até 90 dias, prevê:
- Coleta e análise de dados sobre o trabalho decente;
- Sistematização de boas práticas;
- Proposição de diretrizes e políticas públicas;
- Realização de seminários, fóruns e campanhas de conscientização;
- Articulação com instituições públicas e sociedade civil.
Os órgãos atuarão de forma integrada em temas como segurança no trabalho, combate ao trabalho infantil e análogo à escravidão, promoção da igualdade de gênero e racial e fortalecimento da negociação coletiva. O acordo será executado em regime de cooperação mútua, sem transferência de recursos.
Justiça do Trabalho como pilar da paz social
Fachin destacou que a Justiça do Trabalho é essencial para a democracia e para a promoção dos direitos humanos, enquanto Vieira de Mello Filho reforçou o papel do Judiciário como agente ativo de transformação social, garantindo que direitos legais se convertam em condições efetivas de trabalho digno para todos.
(Com informações do TST)
Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.
PARTICIPE DO CANAL
Acompanhe o Juristas no Google News
receba as principais notícias jurídicas do Brasil