Município é condenado a indenizar morador por uso indevido de energia em ponto turístico

Data:

ICMS - Energia Elétrica
Créditos: brunorbs / iStock

A Vara da Fazenda Pública da comarca de Lages condenou o município ao pagamento de indenização a um morador após constatar que a iluminação de um ponto turístico estava sendo abastecida irregularmente pela rede elétrica de sua propriedade.

Segundo a decisão, o autor é proprietário de uma chácara localizada no Morro da Cruz, área conhecida da cidade. No início de 2024, ele percebeu um aumento significativo e atípico em suas contas de energia elétrica. Após averiguar a situação, identificou que a iluminação de uma cruz e de uma capela próximas estava conectada à rede elétrica de sua residência.

O morador relatou que buscou solução junto à administração pública, mas não obteve resposta. Diante da omissão, contratou um eletricista, que confirmou a ligação irregular e realizou o desligamento. Na mesma noite, parte da iluminação do monumento foi interrompida, reforçando a constatação da irregularidade.

Durante o processo, uma perícia judicial confirmou que o ponto turístico era, de fato, abastecido pela unidade consumidora do autor. Com base nas provas reunidas, o magistrado concluiu pela responsabilidade do ente público.

Na sentença, o juiz destacou que a situação ultrapassou o mero dissabor cotidiano, uma vez que o morador arcou com custos indevidos, precisou contratar serviço técnico por conta própria e não recebeu qualquer providência por parte do poder público.

Diante disso, o município foi condenado ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais, além do ressarcimento de R$ 1.409,72 por danos materiais, referentes às cobranças indevidas e ao custo do eletricista.

A decisão ainda pode ser contestada perante o Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

(Com informações do TJ-SC)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

New Balance processa Decathlon nos EUA por suposta violação de marca em logotipo da Kiprun

A New Balance processou a Decathlon nos Estados Unidos, alegando que o logotipo utilizado pela marca esportiva Kiprun apresenta semelhança com seu tradicional símbolo em formato de “N”. A fabricante pede a retirada dos produtos do mercado, a destruição dos itens com o símbolo e indenização. A Decathlon contesta a acusação e afirma que o desenho representa a letra “K”. O processo tramita no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Massachusetts.

IA amplia preocupação com empregos e já afeta a entrada de jovens no mercado de trabalho

Pesquisas recentes indicam que a inteligência artificial já produz efeitos perceptíveis sobre o mercado de trabalho, especialmente nas oportunidades destinadas a profissionais jovens em ocupações mais expostas à automação. Estudos também apontam crescimento do uso de IA generativa nas empresas, inclusive sem conhecimento dos empregadores, levantando questões relacionadas à governança, segurança da informação, proteção de dados e relações trabalhistas. Os pesquisadores ressaltam, contudo, que os dados disponíveis ainda não comprovam uma substituição generalizada de trabalhadores pela tecnologia.

Nelson Wilians transferiu R$ 6,6 milhões para empresa de herdeiro da Casas Bahia, aponta Coaf

Relatório do Coaf que embasou a Operação Distrato registra 15 transferências realizadas por Nelson Wilians, entre setembro de 2024 e setembro de 2025, totalizando R$ 6,6 milhões destinados à Icon Properties, empresa ligada a Michael Klein. A movimentação é mencionada no contexto de investigação do Ministério Público de São Paulo sobre supostas fraudes envolvendo créditos de ICMS. Wilians afirma que as operações são lícitas e não têm relação com os fatos investigados. Michael Klein não se manifestou, enquanto a Casas Bahia informou ter criado um comitê independente para apurar o caso.

Candidata recorre à Justiça após desclassificação de concurso por uso de medicamento hormonal

Candidata ao concurso da Polícia Penal de Minas Gerais foi considerada inapta na avaliação médica após apresentar documentação indicando histórico de câncer de mama e uso contínuo de tamoxifeno. Ela afirma que exames recentes não apontam atividade da doença e questiona judicialmente a desclassificação, invocando o entendimento do STF no Tema 1.015. Os pedidos de liminar e o recurso apresentado pela candidata foram negados, enquanto o processo principal continua em tramitação.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo