Advogadas vítimas de violência passam a ter prioridade em julgamentos na Justiça do Trabalho

Data:

sinal de pare feito por mulher
Créditos: iweta0077 | iStock

Advogadas que sejam vítimas de violência doméstica ou que possuam medida protetiva vigente, própria ou em favor de seus dependentes, passarão a ter prioridade nas sessões de julgamento da Justiça do Trabalho. A medida foi formalizada por ato conjunto assinado na última sexta-feira (17) pelo presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Vieira de Mello Filho.

O normativo garante preferência especialmente no momento das sustentações orais, inclusive quando realizadas de forma remota. A iniciativa também contempla advogadas que estejam amamentando ou que sejam responsáveis por pessoas com deficiência, ampliando o alcance da proteção.

A medida busca assegurar condições mais adequadas para o exercício da advocacia em situações que exigem tratamento diferenciado, reforçando a promoção da equidade de gênero e o efetivo acesso à Justiça. O ato considera ainda os parâmetros estabelecidos pela Lei Maria da Penha, bem como princípios constitucionais voltados à proteção da maternidade, da criança e da pessoa com deficiência.

Para ter acesso ao benefício, a advogada deve solicitar a prioridade à secretaria do órgão julgador com antecedência mínima de cinco dias da sessão, informando a condição que justifica o pedido. Após o deferimento, serão adotadas as medidas necessárias para assegurar sua participação, inclusive de forma remota, e garantir a preferência na ordem das sustentações orais.

Leia a íntegra do Ato Conjunto TST.CSJT.25/2026

(Com informações do TST)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Justiça do Rio nega prisão domiciliar humanitária ao ator José Dumont

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de prisão domiciliar humanitária formulado pela defesa do ator José Dumont, de 76 anos. Condenado a dez anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável e posse de pornografia infantil, ele permanece cumprindo pena em regime fechado.

STJ admite desvinculação de resultados desabonadores associados ao nome de pessoa

O STJ manteve decisão que determinou a desindexação de resultados considerados desabonadores associados exclusivamente ao nome de uma mulher. Para a Terceira Turma, a medida não representa aplicação do direito ao esquecimento, mas proteção à intimidade e aos dados pessoais. Os conteúdos permanecem disponíveis nos sites de origem e podem ser localizados por outras palavras-chave.

Clubes de futebol se posicionam contra possível proibição das bets

Clubes e federações de futebol se manifestam contra possível proibição dos cassinos on-line e defendem a manutenção do mercado regulado de apostas, com maior fiscalização e combate às plataformas ilegais.

Banco Central altera regras do Pix e amplia mecanismos de segurança

Banco Central aprova novas regras para o Pix, amplia o uso do Pix Automático, regulamenta a cobrança híbrida e reforça as obrigações das instituições financeiras na prevenção e no combate a fraudes.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo