AGU defende no STF manutenção da MP que proíbe funcionamento e publicidade de bets no Brasil

Data:

AGU defende no STF manutenção da MP que proíbe funcionamento e publicidade de bets no Brasil | Juristas
Bets / Apostas esportivas – Joédson Alves/ Agência Brasil
(Política)

A Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu, perante o Supremo Tribunal Federal (STF), a manutenção da Medida Provisória nº 1.394/2026, que proíbe a exploração, a oferta e a publicidade de apostas de quota fixa, conhecidas como bets, no Brasil. A manifestação foi apresentada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, ao ministro Luiz Fux, nesta segunda-feira (5).

Na manifestação, a AGU também propôs a realização de uma nova audiência pública para discutir os impactos econômicos e sociais relacionados ao setor de apostas. A iniciativa pretende atualizar o debate realizado em novembro de 2024, com a participação de pesquisadores, órgãos públicos e entidades de defesa da sociedade.

Segundo a Advocacia-Geral da União, a medida busca enfrentar problemas relacionados à fiscalização e ao controle das apostas de quota fixa, além de avaliar possíveis impactos da atividade sobre a saúde pública, a segurança financeira das famílias e outros direitos protegidos pela Constituição Federal.

A MP nº 1.394/2026 estabelece a interrupção das atividades das plataformas de apostas de quota fixa e prevê procedimentos para a retirada e posterior devolução dos valores mantidos pelos apostadores. A medida vem sendo questionada judicialmente por entidades ligadas ao setor, que defendem a suspensão de seus efeitos e contestam a constitucionalidade da proibição.

A controvérsia está submetida à análise do STF, que deverá avaliar os argumentos apresentados pelas partes e a compatibilidade da medida provisória com a Constituição Federal.

(Com informações do UOL)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Cancelamento de hospedagem: plataforma digital não terá de indenizar

O TJSP afastou a responsabilidade de uma plataforma digital por cancelamento de hospedagem na véspera da viagem. O anfitrião deverá pagar R$ 6 mil por danos materiais e R$ 10 mil por danos morais a seis viajantes.

STJ fixa critérios para indenizações por desapropriação e modula efeitos da decisão

O STJ estabeleceu critérios para calcular indenizações por desapropriação, fixando limites de um ano para avaliações em casos de utilidade pública ou interesse social e de 90 dias para reforma agrária, contados do ajuizamento da ação. A decisão também disciplina a desapropriação indireta e determina que a valorização decorrente da própria atuação estatal seja descontada do valor indenizatório.

Justiça Federal afasta cobrança de Imposto de Renda sobre valorização de bens herdados

A Justiça Federal do RS afastou a cobrança de Imposto de Renda sobre a valorização de bens transmitidos por herança, considerando que a sucessão não representa, para o espólio, acréscimo patrimonial que justifique a tributação. A decisão também apontou possível bitributação diante da incidência do ITCMD sobre o valor de mercado dos bens.

Cármen Lúcia cassa decisão do TST sobre dívidas trabalhistas da Oi

A ministra Cármen Lúcia, do STF, cassou decisão do TST que mantinha a responsabilidade solidária da V.tal por dívidas trabalhistas da Oi. O tribunal deverá realizar novo julgamento considerando o entendimento do Supremo sobre a alienação de unidades produtivas isoladas em recuperações judiciais.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo