Braskem e Casas Bahia buscam recuperação para reestruturar bilhões em dívidas

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policial - Crime de Extorsão
Créditos: Luciano_Marques | iStock

A Braskem protocolou nesta segunda-feira (24) um pedido de recuperação extrajudicial com o objetivo de reestruturar cerca de R$ 56 bilhões em dívidas. O movimento ocorre em um cenário de dificuldades financeiras enfrentado por empresas de diferentes setores, marcado por juros elevados, menor disponibilidade de crédito e mudanças no comportamento dos consumidores.

O pedido da Braskem ocorre poucos dias depois de duas importantes empresas do varejo nacional também recorrerem a mecanismos de recuperação. A Casas Bahia apresentou pedido de recuperação judicial para reorganizar aproximadamente R$ 17 bilhões em dívidas, enquanto a Marabraz recorreu ao mesmo instrumento diante de um passivo estimado em R$ 140 milhões.

Nos últimos anos, outras grandes empresas também buscaram a recuperação judicial ou extrajudicial como alternativa para reorganizar suas obrigações financeiras e tentar preservar suas atividades. Entre os grupos que recorreram a esses mecanismos estão Tok&Stok, Grupo Pão de Açúcar, Grupo Dia e St. Marche.

A sequência de pedidos chama atenção para as dificuldades enfrentadas pelo setor empresarial brasileiro. A combinação de custo elevado do dinheiro, restrição na oferta de crédito e alterações nos hábitos de consumo tem pressionado o fluxo de caixa de companhias e aumentado a necessidade de renegociação de dívidas.

No caso da Braskem, a crise ocorre em um momento de desafios específicos para o setor petroquímico. A companhia busca utilizar a recuperação extrajudicial para reorganizar sua estrutura financeira por meio de negociações com credores, em uma alternativa que pode permitir a continuidade das atividades e a reestruturação das obrigações sem a necessidade de um processo de recuperação judicial.

No varejo, o cenário também tem levado empresas a adotar medidas para reduzir custos e adequar suas operações à nova realidade do mercado. O fechamento de lojas, a revisão de estruturas e a renegociação de dívidas estão entre as estratégias utilizadas pelas companhias para enfrentar dificuldades financeiras.

Apesar do aumento dos pedidos de recuperação, a crise não significa, necessariamente, a existência de um risco sistêmico para a economia. A recuperação judicial e a recuperação extrajudicial são instrumentos previstos na legislação brasileira para permitir que empresas em dificuldades econômico-financeiras negociem suas dívidas, preservem suas atividades e busquem superar a situação de crise.

A recuperação judicial ocorre sob supervisão do Poder Judiciário e envolve um processo formal de negociação e aprovação de um plano de recuperação. Já a recuperação extrajudicial permite que a empresa negocie previamente um plano com seus credores, que posteriormente pode ser submetido à homologação judicial, observados os requisitos legais.

O crescimento da utilização desses mecanismos também reflete a necessidade de empresas de diferentes portes e setores encontrarem alternativas para lidar com o endividamento em um ambiente econômico adverso.

(Com informações do G1 por Natuza Nery)

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