Celso de Mello apoia criação de código de conduta para STF e tribunais superiores

Data:

tac
Créditos: Simpson33 | iStock

O ministro aposentado Celso de Mello, que presidiu o Supremo Tribunal Federal entre 1997 e 1999, manifestou apoio à iniciativa do atual presidente da corte, ministro Edson Fachin, de instituir um código de conduta para o STF e para os tribunais superiores.

Fachin conduz estudos para a elaboração do documento, voltado a reforçar padrões éticos e de transparência no exercício da magistratura de cúpula.

Segundo Celso de Mello, a proposta é fundamental porque “democracias consolidadas dependem não apenas de juízes honestos, mas de regras claras que afastem qualquer aparência de favorecimento, dependência ou proximidade indevida com interesses privados e governamentais”.

Ele citou o exemplo dos Estados Unidos, cuja Suprema Corte adotou recentemente um código de conduta próprio após denúncias envolvendo benefícios recebidos por dois de seus integrantes. Para o ministro aposentado, ainda que limitado, o gesto norte-americano representa avanço institucional, pois torna a ética judicial “visível, escrita e sujeita ao escrutínio da sociedade”.

Em longa manifestação, Celso de Mello afirmou que a criação de um código para o STF não restringe a independência dos ministros, mas a reforça ao prevenir suspeitas, proteger a autoridade moral das decisões e aumentar a confiança pública na Justiça.

O ministro destacou ainda que, em um cenário de desinformação e polarização, a transparência é indispensável: “Não basta ser imparcial — é preciso parecer imparcial”, afirmou.

Para ele, a iniciativa de Edson Fachin é “correta, necessária e alinhada às melhores práticas institucionais contemporâneas”, devendo receber amplo apoio público.

(Com informações do ConJur)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Fachin anuncia projeto de lei para regulamentar remuneração de magistrados

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, anunciou que pretende concluir até o final de 2026 uma minuta de projeto de lei federal para regulamentar a remuneração dos magistrados. A proposta integra uma agenda mais ampla de defesa da integridade, transparência e controle dos gastos públicos. Fachin também apresentou ao CNJ medidas para prevenir conflitos de interesse na magistratura.

Gusttavo Lima é responsabilizado por transtornos causados por número em música

Gusttavo Lima foi condenado a pagar cerca de R$ 149 mil a um empresário que afirmou ter recebido milhares de mensagens e ligações após seu número de telefone ser mencionado na música “Bloqueado”. A Justiça entendeu que a divulgação da canção contribuiu para os transtornos sofridos pelo proprietário do número. A decisão ainda não transitou em julgado e o pagamento foi determinado provisoriamente.

Estudo aponta falhas estruturais no combate à violência contra a mulher no Brasil

Estudo da Rede Nacional de Controle Externo pela Proteção das Mulheres, com dados dos 27 tribunais de contas brasileiros, identificou falhas de orçamento, planejamento, equipes e integração entre órgãos responsáveis pelo enfrentamento à violência contra a mulher. Auditorias apontaram estruturas incompletas, baixa execução orçamentária e ausência de planos formais em diversos municípios.

Executivos do Goldman Sachs são alvo de investigação por suposta fraude societária

A Polícia Civil de São Paulo indiciou dois executivos do Goldman Sachs por suspeita de fraude e abuso na administração de sociedade por ações em investigação envolvendo a estrutura societária de fundos ligados à Oncoclínicas. A apuração busca esclarecer se informações sobre a participação da Centaurus Capital foram omitidas ou apresentadas de forma irregular para evitar uma oferta pública de aquisição de ações. O Goldman Sachs nega irregularidades, enquanto a CVM já havia concluído que a Centaurus não estava obrigada a realizar a OPA.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo