Condenados do Mensalão são suspeitos de ludibriar a Justiça para não pagar multa da condenação

Data:

Condenados do Mensalão são suspeitos de ludibriar a Justiça para não pagar multa da condenação
Créditos: grinvalds | istock

O ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, o empresário Marcos Valério e o ex-deputado federal Pedro Henry, condenados no esquema do Mensalão há quase 7 anos, são suspeitos de ludibriar a Justiça para obter benefícios e não pagar as multas impostas no julgamento do caso. Eles alegam não terem patrimônio ou dinheiro para pagar as dívidas, que alcançam cerca de R$ 14,2 milhões. Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), eles estão ocultando sua real situação financeira.

A PGR também aponta que Henry solicitou o pagamento parcelado do débito para regularizar sua situação e obter a liberdade condicional, mas assim que foi solto não pagou mais nenhuma parcela. 

Pizzolato teria adotado a mesma postura e alega que possui um único apartamento, que seria bem de família. No entanto, em 2006, ele e a mulher, que mantinham união estável, declararam um patrimônio que incluía 4 apartamentos. Na separação do casal, a mulher teve 3 apartamentos passados para seu nome na partilha. Para a PGR, a situação ocorreu apenas para evitar eventual constrição patrimonial, uma vez que eles estão morando juntos novamente e se casaram em 2009.

Diante disso, a PGR solicitou o pagamento integral da multa devido por Pizzolato ou a indicação de bens à penhora, sob pena de revogação dos benefícios. Além disso, pediu ao STF para não conceder o direito ao indulto presidencial de 2017, pleiteado por Pizzolato, mas ainda não julgado.

Já no caso de Marcos Valério, que alega não ter como arcar com a multa de R$ 9,8 milhões diante do bloqueio de seus bens, a PGR aponta que ele pagou propinas a um ex-dirigente da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Sete Lagoas/MG), indicativo de que estaria ocultando valores.

(Com informações da Folha de S. Paulo)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Juristas
Juristashttp://juristas.com.br
O Portal Juristas nasceu com o objetivo de integrar uma comunidade jurídica onde os internautas possam compartilhar suas informações, ideias e delegar cada vez mais seu aprendizado em nosso Portal.

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Golpes em aplicativos de relacionamento usam engenharia social para obter dados biométricos de vítimas

Golpistas estão recorrendo a perfis falsos em aplicativos de relacionamento para estabelecer contato com vítimas e tentar obter imagens, vídeos e outros dados que podem ser utilizados em fraudes envolvendo identidade e biometria. A prática também levanta questões relacionadas à proteção de dados pessoais e à segurança digital.

Ministros do STJ completam 13 anos de atuação com precedentes relevantes em diversas áreas do Direito

Moura Ribeiro, Regina Helena Costa e Rogerio Schietti Cruz completam 13 anos no STJ com atuação marcada por julgamentos relevantes e formação de precedentes. Os ministros se destacam, respectivamente, em matérias de Direito Privado, Direito Público e Direito Penal e Processual Penal.

Cobranças judiciais de dívidas privadas atingem recorde histórico no Brasil em 2025

As cobranças judiciais de dívidas privadas atingiram recorde histórico em 2025, com 1,23 milhão de novos processos de execução de títulos extrajudiciais não fiscais, alta de aproximadamente 60% em relação a 2020. O crescimento ocorre em meio ao aumento do endividamento das famílias e às dificuldades de renegociação extrajudicial. Especialistas apontam fatores como excesso de crédito, juros elevados e dificuldades financeiras de consumidores, empresas e produtores rurais como elementos que contribuem para o aumento da judicialização.

MC Pipokinha é condenada por expor adolescentes a conteúdo sexual durante show em MS

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou MC Pipokinha e outras quatro pessoas ao pagamento conjunto de R$ 162,1 mil por danos morais coletivos, após um show em Corumbá que, segundo o processo, expôs adolescentes a cenas de nudez parcial e simulações de atos sexuais. A cantora deverá pagar R$ 100 mil, enquanto os demais condenados deverão desembolsar R$ 15.525 cada. Os valores serão destinados ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Cabe recurso.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo