CVC Novo Shopping e CVC Brasil são condenadas por contrafação

Data:

cvc novo shopping
Créditos: Reprodução

O TJPB deu parcial provimento à apelação nº 0003221-80.2015.815.2003, movida pelo fotógrafo Clio Robispierre Camargo Luconi contra CVC Novo Shopping e CVC Brasil Operadora e Agência de Viagens S/A.

A 1ª Vara Regional de Mangabeira julgou improcedentes os pedidos do fotógrafo nos autos da Ação de Obrigação de Fazer c/c Reparação por Danos, por entender que não ficaram comprovados os elementos essenciais para configurar a responsabilidade civil.

Clio, representado por Wilson Furtado Roberto, do escritório de advocacia Wilson Roberto Consultoria e Assessoria Jurídica, disse que se deparou com uma fotografia de sua autoria no facebook da CVC Novo Shopping, sem que houvesse autorizado a publicação ou recebido pagamento pela utilização. As publicações tinham objetivo de promover pacotes turísticos ofertados pelas demandadas.

O fotógrafo apelou ao tribunal, afirmando que a autoria das fotos foi demonstrada, assim como a ilicitude da conduta das partes promovidas ao utilizarem indevidamente a fotografia de sua autoria em site, para fazer propaganda do negócio, sem a devida autorização. Por isso, pediu reparação por danos morais e materiais.

O desembargador destacou que as provas demonstram a titularidade e a autoria da obra fotográfica, porque a imagem está disponível em diversos sítios na internet e no “Google”, com indicação de autoria. Com isso, o autor é parte legítima para requerer a reparação pelos danos suportados.

O magistrado ainda destacou que “não interessa se a foto foi proveniente de um outro sítio, porquanto para que fosse exposta no sítio eletrônico da parte promovida seria necessária a autorização do autor da obra”. Por isso, as empresas cometeram ato ilícito, violando o direito autoral ao publicarem fotografia sem fazer alusão ao seu respectivo titular e sem autorização deste.

Por isso, fixou em R$1.500,00 a indenização por danos morais a ser paga solidariamente às demandadas. Determinou, também, que retirem do site a obra contrafeita e que divulguem no mesmo endereço eletrônico a fotografia com a identificação do seu autor, por 3 (três) dias consecutivos.

Com relação aos danos patrimoniais, o juiz entendeu que a simples alegação de que o valor cobrado por fotografia é R$ 1.500,00 não demonstra com precisão o importe do dano material, razão pela qual rejeitou o pleito de indenização dessa.

Processo nº 0003221-80.2015.815.2003 – disponível para downoad

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Flávia Costa
Flávia Costa
Correspondente do Portal Juristas

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Fachin anuncia projeto de lei para regulamentar remuneração de magistrados

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, anunciou que pretende concluir até o final de 2026 uma minuta de projeto de lei federal para regulamentar a remuneração dos magistrados. A proposta integra uma agenda mais ampla de defesa da integridade, transparência e controle dos gastos públicos. Fachin também apresentou ao CNJ medidas para prevenir conflitos de interesse na magistratura.

Gusttavo Lima é responsabilizado por transtornos causados por número em música

Gusttavo Lima foi condenado a pagar cerca de R$ 149 mil a um empresário que afirmou ter recebido milhares de mensagens e ligações após seu número de telefone ser mencionado na música “Bloqueado”. A Justiça entendeu que a divulgação da canção contribuiu para os transtornos sofridos pelo proprietário do número. A decisão ainda não transitou em julgado e o pagamento foi determinado provisoriamente.

Estudo aponta falhas estruturais no combate à violência contra a mulher no Brasil

Estudo da Rede Nacional de Controle Externo pela Proteção das Mulheres, com dados dos 27 tribunais de contas brasileiros, identificou falhas de orçamento, planejamento, equipes e integração entre órgãos responsáveis pelo enfrentamento à violência contra a mulher. Auditorias apontaram estruturas incompletas, baixa execução orçamentária e ausência de planos formais em diversos municípios.

Executivos do Goldman Sachs são alvo de investigação por suposta fraude societária

A Polícia Civil de São Paulo indiciou dois executivos do Goldman Sachs por suspeita de fraude e abuso na administração de sociedade por ações em investigação envolvendo a estrutura societária de fundos ligados à Oncoclínicas. A apuração busca esclarecer se informações sobre a participação da Centaurus Capital foram omitidas ou apresentadas de forma irregular para evitar uma oferta pública de aquisição de ações. O Goldman Sachs nega irregularidades, enquanto a CVM já havia concluído que a Centaurus não estava obrigada a realizar a OPA.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo