Desembargadora se irrita durante sessão e rebate colega após questionamentos repetidos

Data:

tjrs
Créditos: Andrey Popov | iStock

Uma sessão da seção de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Pará foi marcada por um momento de tensão entre magistrados durante o julgamento de um habeas corpus.

A relatora do caso, Eva do Amaral Coelho, demonstrou irritação após um colega insistir em um ponto que, segundo ela, já havia sido esclarecido diversas vezes. Ao interromper a repetição do questionamento, afirmou: “Presta atenção”.

O julgamento tratava de um pedido de habeas corpus envolvendo um investigado por suposta ligação com o Comando Vermelho. O nome do investigado constava em um cadastro interno da organização, encontrado no celular de uma terceira pessoa.

Em seu voto, a relatora destacou a ausência de elementos que corroborassem a acusação, como apreensão de drogas, interceptações telefônicas ou monitoramento. Para ela, a mera menção em um registro isolado não seria suficiente para justificar a prisão preventiva, diante da falta de prova de materialidade e de individualização da conduta.

Durante a discussão, o desembargador Pedro Pinheiro Sotero questionou reiteradamente se havia drogas envolvidas no caso. Mesmo após a relatora esclarecer que não houve apreensão de entorpecentes, o magistrado voltou a insistir na dúvida.

Diante da repetição, Eva Coelho elevou o tom e reforçou que a prisão havia sido fundamentada apenas no registro encontrado no aparelho celular de terceiro, reiterando que não havia qualquer apreensão de drogas relacionada ao investigado.

Apesar da tensão momentânea, o colegiado concluiu o julgamento com a concessão da liberdade ao réu, ao reconhecer a fragilidade dos elementos que sustentavam a prisão.

(Com informações do Migalhas)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Justiça dos EUA analisa pedido para leiloar objetos retirados dos destroços do Titanic

A Justiça dos Estados Unidos analisa pedido da RMS Titanic Inc. para leiloar cerca de 100 objetos retirados dos destroços do Titanic. Historiadores, entidades de preservação, a França e órgãos públicos americanos contestam a comercialização e defendem a manutenção dos artefatos como coleção histórica. A decisão deverá definir se os objetos poderão ser vendidos individualmente a colecionadores.

Justiça Federal derruba norma que permitia harmonização facial por dentistas

A 8ª Turma do TRF-1 decidiu, por maioria, anular norma que autorizava dentistas a realizar procedimentos de harmonização facial, como aplicação de toxina botulínica, preenchimentos e técnicas para estimular a produção de colágeno. O acórdão ainda não estava disponível para consulta pública, e os efeitos e fundamentos detalhados da decisão dependerão da publicação do julgamento.

Justiça mantém Google e Facebook em ação sobre uso não autorizado de músicas de artistas

A Justiça do Rio de Janeiro manteve Google e Facebook em ação movida por Chico Buarque, Gilberto Gil, Djavan e herdeiros de outros artistas contra Ana Caroline Campagnolo e a Livraria Campagnolo. O processo discute o uso de músicas em uma aula paga divulgada no YouTube e no Instagram sem autorização para essa finalidade. As plataformas alegaram não ser responsáveis pelo conteúdo publicado por terceiros, mas a juíza rejeitou o pedido de exclusão. Após o encerramento da fase de provas, as partes terão 15 dias para apresentar alegações finais antes do julgamento.

TSE impede Pablo Marçal de acessar fundos públicos e participar de propaganda eleitoral

O TSE decidiu, por unanimidade, impedir cautelarmente Pablo Marçal de acessar recursos do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário, além de proibir sua participação em propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão e em debates. A medida permanecerá em vigor enquanto a Justiça Eleitoral analisa a situação do registro de sua candidatura. O Ministério Público Eleitoral questiona, entre outros pontos, o cumprimento do prazo de filiação partidária e destaca que Marçal permanece inelegível até 2032 em razão de condenação relacionada às eleições municipais de 2024.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo