Crime que teria sido motivado por vingança resulta em condenação na capital

Data:

Queixa-crime
Créditos: AllaSerebrina / Depositphotos

O réu Alisson Maciel Dourado foi condenado a 6 anos de reclusão pelo Conselho de Sentença, composto por sete jurados, presidido pelo juiz Áureo Virgílio Queiroz, do 1º Tribunal do Júri da Comarca de Porto Velho-RO. Ele foi considerado culpado por matar Leandro Chaves Garcia com quatro tiros de uma pistola .40.

A sentença de pronúncia indicava que o crime teria sido motivado por vingança, pois Alisson suspeitava que Leandro havia roubado e matado seu tio em um latrocínio.

Durante o julgamento, os jurados acataram a defesa do réu e retiraram as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. Com isso, o crime de homicídio qualificado foi reclassificado como homicídio simples. O regime inicial de cumprimento da pena será o semiaberto. Além disso, Alisson continuará em liberdade até que não haja mais possibilidade de recurso, ou seja, até o trânsito em julgado.

O crime ocorreu no início da noite de 30 de agosto de 2014, na Rua Tereza Amélia, no Bairro São Francisco, em Porto Velho, capital de Rondônia. De acordo com a pronúncia, o réu chegou ao local do crime de bicicleta, sacou a pistola e atirou em Leandro. Alisson possui várias condenações criminais em outros processos e está cumprindo pena em um deles.

A sessão de julgamento foi realizada no Fórum Geral da Comarca de Porto Velho, das 8h às 13h30 do dia 16 de maio de 2023. O promotor de justiça Elias Chaquian Filho atuou como representante do Ministério Público no caso.

A ação penal recebeu o número 0018862-94.2014.8.22.0501.

(Com informações do TJRO- Tribunal de Justiça de Rondônia)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

New Balance processa Decathlon nos EUA por suposta violação de marca em logotipo da Kiprun

A New Balance processou a Decathlon nos Estados Unidos, alegando que o logotipo utilizado pela marca esportiva Kiprun apresenta semelhança com seu tradicional símbolo em formato de “N”. A fabricante pede a retirada dos produtos do mercado, a destruição dos itens com o símbolo e indenização. A Decathlon contesta a acusação e afirma que o desenho representa a letra “K”. O processo tramita no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Massachusetts.

IA amplia preocupação com empregos e já afeta a entrada de jovens no mercado de trabalho

Pesquisas recentes indicam que a inteligência artificial já produz efeitos perceptíveis sobre o mercado de trabalho, especialmente nas oportunidades destinadas a profissionais jovens em ocupações mais expostas à automação. Estudos também apontam crescimento do uso de IA generativa nas empresas, inclusive sem conhecimento dos empregadores, levantando questões relacionadas à governança, segurança da informação, proteção de dados e relações trabalhistas. Os pesquisadores ressaltam, contudo, que os dados disponíveis ainda não comprovam uma substituição generalizada de trabalhadores pela tecnologia.

Nelson Wilians transferiu R$ 6,6 milhões para empresa de herdeiro da Casas Bahia, aponta Coaf

Relatório do Coaf que embasou a Operação Distrato registra 15 transferências realizadas por Nelson Wilians, entre setembro de 2024 e setembro de 2025, totalizando R$ 6,6 milhões destinados à Icon Properties, empresa ligada a Michael Klein. A movimentação é mencionada no contexto de investigação do Ministério Público de São Paulo sobre supostas fraudes envolvendo créditos de ICMS. Wilians afirma que as operações são lícitas e não têm relação com os fatos investigados. Michael Klein não se manifestou, enquanto a Casas Bahia informou ter criado um comitê independente para apurar o caso.

Candidata recorre à Justiça após desclassificação de concurso por uso de medicamento hormonal

Candidata ao concurso da Polícia Penal de Minas Gerais foi considerada inapta na avaliação médica após apresentar documentação indicando histórico de câncer de mama e uso contínuo de tamoxifeno. Ela afirma que exames recentes não apontam atividade da doença e questiona judicialmente a desclassificação, invocando o entendimento do STF no Tema 1.015. Os pedidos de liminar e o recurso apresentado pela candidata foram negados, enquanto o processo principal continua em tramitação.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo