DJ é condenado a indenizar cliente por substituição indevida em festa de casamento

Data:

DJ é condenado a indenizar cliente por substituição indevida em festa de casamento | Juristas
Créditos: Ivan_Neru / iStock

A 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) reformou parcialmente sentença da Comarca de Juiz de Fora, na Zona da Mata, e condenou um DJ ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais a uma cliente, em razão de falhas na prestação do serviço contratado para a festa de casamento.

O caso teve início em janeiro de 2018, quando a então noiva contratou o profissional para atuar na recepção do casamento, marcado para junho do mesmo ano, em Juiz de Fora. O contrato previa o pagamento de R$ 2,2 mil, dividido em duas parcelas, além do fornecimento de equipamentos de som e iluminação especial, com globos espelhados e máquina de fumaça.

No entanto, na data do evento, os serviços foram prestados por outro profissional, sem qualquer comunicação ou autorização prévia da contratante. Apenas no dia seguinte à festa o DJ informou que havia assumido outro compromisso na mesma data e, por isso, encaminhara um substituto.

Diante da situação, a cliente ingressou com ação judicial pleiteando indenização por danos morais, sustentando que o contrato previa uma obrigação personalíssima, que impedia a substituição do profissional sem consentimento.

Em sua defesa, o DJ alegou que o serviço foi devidamente prestado por terceiro capacitado e que não compareceu ao evento por culpa exclusiva da contratante, afirmando ainda que a festa teria sido encerrada antes do horário combinado. Argumentou, por fim, que não houve dano que justificasse indenização.

Em primeira instância, o pedido da consumidora foi acolhido, com fixação de indenização em R$ 15 mil. O profissional recorreu, e o relator do caso, desembargador Marco Aurélio Ferenzini, votou pela redução do valor.

Segundo o magistrado, é compreensível o aborrecimento e a frustração experimentados pela cliente, que criou expectativa legítima quanto à atuação de um profissional específico em um evento de grande relevância pessoal. Para o relator, os transtornos ultrapassam o mero descumprimento contratual e configuram dano moral indenizável, embora em valor inferior ao inicialmente fixado.

Os desembargadores Nicolau Lupianhes Neto e Evangelina Castilho Duarte acompanharam o voto do relator.

A decisão transitou em julgado.

(Com informações do TJ-MG)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

New Balance processa Decathlon nos EUA por suposta violação de marca em logotipo da Kiprun

A New Balance processou a Decathlon nos Estados Unidos, alegando que o logotipo utilizado pela marca esportiva Kiprun apresenta semelhança com seu tradicional símbolo em formato de “N”. A fabricante pede a retirada dos produtos do mercado, a destruição dos itens com o símbolo e indenização. A Decathlon contesta a acusação e afirma que o desenho representa a letra “K”. O processo tramita no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Massachusetts.

IA amplia preocupação com empregos e já afeta a entrada de jovens no mercado de trabalho

Pesquisas recentes indicam que a inteligência artificial já produz efeitos perceptíveis sobre o mercado de trabalho, especialmente nas oportunidades destinadas a profissionais jovens em ocupações mais expostas à automação. Estudos também apontam crescimento do uso de IA generativa nas empresas, inclusive sem conhecimento dos empregadores, levantando questões relacionadas à governança, segurança da informação, proteção de dados e relações trabalhistas. Os pesquisadores ressaltam, contudo, que os dados disponíveis ainda não comprovam uma substituição generalizada de trabalhadores pela tecnologia.

Nelson Wilians transferiu R$ 6,6 milhões para empresa de herdeiro da Casas Bahia, aponta Coaf

Relatório do Coaf que embasou a Operação Distrato registra 15 transferências realizadas por Nelson Wilians, entre setembro de 2024 e setembro de 2025, totalizando R$ 6,6 milhões destinados à Icon Properties, empresa ligada a Michael Klein. A movimentação é mencionada no contexto de investigação do Ministério Público de São Paulo sobre supostas fraudes envolvendo créditos de ICMS. Wilians afirma que as operações são lícitas e não têm relação com os fatos investigados. Michael Klein não se manifestou, enquanto a Casas Bahia informou ter criado um comitê independente para apurar o caso.

Candidata recorre à Justiça após desclassificação de concurso por uso de medicamento hormonal

Candidata ao concurso da Polícia Penal de Minas Gerais foi considerada inapta na avaliação médica após apresentar documentação indicando histórico de câncer de mama e uso contínuo de tamoxifeno. Ela afirma que exames recentes não apontam atividade da doença e questiona judicialmente a desclassificação, invocando o entendimento do STF no Tema 1.015. Os pedidos de liminar e o recurso apresentado pela candidata foram negados, enquanto o processo principal continua em tramitação.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo