Golpistas se passam por advogados e usam dados reais para aplicar fraudes no RJ

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A man in a black suit loosening his tie
Photo by Ben Rosett on Unsplash

Criminosos têm se passado por advogados para aplicar golpes em clientes no Rio de Janeiro, utilizando fotos reais de profissionais e informações verdadeiras de processos judiciais para tornar a fraude mais convincente. As abordagens ocorrem por aplicativos de mensagens e até videochamadas, nas quais prometem a liberação de valores judiciais e induzem as vítimas a realizar transferências bancárias.

De acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Rio de Janeiro, foram registradas 1.649 denúncias desse tipo de golpe entre janeiro de 2025 e 6 de abril de 2026, evidenciando o crescimento da prática.

Em um dos casos, a vítima acreditou estar em contato com sua advogada ao receber uma mensagem informando a liberação de uma indenização. Os golpistas enviaram documentos falsos, como um suposto alvará, e chegaram a mencionar o Superior Tribunal de Justiça — inclusive com erro na grafia do nome — para dar aparência de legitimidade.

Durante uma videochamada, os criminosos orientaram a abertura de conta e a realização de transferências sob a promessa de liberação do valor. O prejuízo ultrapassou R$ 37 mil, sendo percebido apenas após o bloqueio de uma das operações pelo banco.

Especialistas explicam que os golpistas acessam dados públicos disponíveis em processos judiciais, obtendo informações pessoais de clientes e advogados. Com isso, conseguem criar perfis falsos e simular comunicações legítimas, aumentando as chances de enganar as vítimas.

Nem todos os casos resultam em prejuízo. Um assistente jurídico conseguiu evitar o golpe ao desconfiar das inconsistências na conversa e sugerir um encontro presencial. Diante disso, os criminosos interromperam o contato.

A presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basílio, alerta que a principal forma de prevenção é desconfiar de contatos inesperados, especialmente quando envolvem pedidos de dinheiro.

Entre as orientações estão a verificação direta com o advogado ou escritório, o cuidado com solicitações urgentes de pagamento e a preferência por canais oficiais de comunicação.

A Polícia Civil investiga os casos e analisa os documentos apresentados pelas vítimas.

(Com informações do G1 por Anna Beatriz Lourenço e Dejair Neto)

 

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