
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) alerta a população sobre a atuação de golpistas que utilizam indevidamente o nome da Justiça do Trabalho, do próprio tribunal e de advogados regularmente inscritos para aplicar fraudes. Os crimes ocorrem principalmente por meio de mensagens eletrônicas, e-mails, ligações telefônicas e aplicativos de mensagens, com comunicações que simulam documentos ou contatos oficiais.
Com a evolução das tecnologias digitais, os golpes têm se tornado cada vez mais sofisticados, exigindo atenção redobrada de partes, advogados e demais usuários do sistema de Justiça. O TRT-2 reforça que não solicita depósitos, transferências, taxas ou qualquer tipo de pagamento antecipado para liberação de valores judiciais, nem realiza esse tipo de abordagem fora dos canais processuais oficiais.
Como se proteger
O Tribunal orienta a adoção das seguintes medidas preventivas:
- não fornecer dados pessoais nem confirmar informações por telefone, e-mail ou aplicativos de mensagens;
- não clicar em links suspeitos nem abrir anexos de remetentes desconhecidos;
- não realizar depósitos ou transferências para contas de terceiros;
- desconfiar de contatos que prometam liberação rápida de valores mediante pagamento.
Em caso de dúvida quanto à autenticidade da comunicação, a recomendação é não responder à mensagem e buscar confirmação pelos canais oficiais, com o advogado responsável pelo processo, a secretaria da vara onde o caso tramita ou a Central Telefônica Service Desk, pelo telefone (11) 2898-3443.
Principais tipos de golpe
Entre as fraudes mais comuns está o envio de boletos, duplicatas ou mensagens solicitando pagamento sob a falsa alegação de que seriam necessários para liberar valores supostamente retidos em processos judiciais. O TRT-2 esclarece que não envia boletos por e-mail nem exige esse tipo de pagamento.
Outro golpe recorrente é o do falso advogado, já alertado pela OAB-SP, no qual criminosos se passam por profissionais da advocacia para obter dados pessoais e solicitar pagamentos indevidos. Centenas de denúncias desse tipo já foram registradas na Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil, que investiga a atuação de quadrilhas especializadas.
Também há registros de mensagens que simulam comunicações do Processo Judicial Eletrônico (PJe) ou de sistemas de acompanhamento processual, com links maliciosos destinados à captura de informações pessoais ou à instalação de programas que comprometem a segurança dos dispositivos.
Além disso, golpistas realizam ligações ou enviam mensagens se passando por representantes da Justiça, informando falsamente a existência de valores a receber e solicitando transferências bancárias. Nesses casos, a orientação é nunca efetuar pagamentos e confirmar as informações diretamente com o advogado constituído ou com a unidade judiciária responsável.
Golpes mais antigos, como o do falso precatório, também continuam sendo utilizados. Essas fraudes prometem o recebimento de supostos créditos antigos, como valores relacionados ao congelamento da poupança nos anos 1990. O Tribunal reforça que não faz contatos diretos com credores fora do trâmite processual regular para tratar de pagamentos.
Em caso de tentativa de golpe, a recomendação é registrar denúncia junto às autoridades competentes.
(Com informações do TRT-2)
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