Justiça Federal reconhece direito de segurada com incapacidade permanente à pensão por morte dos pais

Data:

governador
Créditos: Izzetugutmen | iStock

A 8ª Vara Federal de Londrina (PR) reconheceu o direito de uma mulher de 51 anos, aposentada por incapacidade permanente, ao recebimento de pensões por morte de seus genitores, falecidos em 2009 e 2023, respectivamente. A sentença declarou a dependência econômica da autora em relação aos pais, fundamento necessário para a concessão do benefício previdenciário.

Residente no município de Apucarana (PR), a autora é portadora de distrofia muscular progressiva e passou a receber aposentadoria por invalidez desde 2004, época em que seus pais ainda eram vivos. Após os óbitos da mãe, em 2009, e do pai, em 2023, ela formulou pedidos de pensão por morte junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ambos indeferidos sob o argumento de que a autora já dispunha de renda própria decorrente da aposentadoria por invalidez, o que afastaria a condição de dependência econômica.

Durante audiência, a requerente relatou que sempre residiu com os pais, os quais colaboravam com despesas básicas e, principalmente, com os altos custos dos medicamentos necessários ao seu tratamento. Informou, ainda, que ambos os genitores percebiam apenas um salário mínimo cada. Após o falecimento dos pais, passou a enfrentar graves dificuldades financeiras para custear sua sobrevivência e manter o tratamento médico. Uma testemunha confirmou o agravamento do quadro clínico da autora e sua vulnerabilidade socioeconômica.

Na sentença, o juiz federal Marcio Augusto Nascimento reconheceu a condição de dependência econômica da autora em relação aos genitores, ainda que de forma parcial, sendo suficiente para configurar o direito às pensões. O magistrado também reconheceu o caráter alimentar do benefício e o risco de dano irreparável diante da vulnerabilidade da parte autora, determinando a imediata implantação das pensões no prazo de 20 dias, a partir de 1º de julho de 2025, com efeitos retroativos a setembro de 2023.

As pensões serão devidas enquanto perdurar a condição de incapacidade que fundamenta a aposentadoria da beneficiária.

(Com informações do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.)

 

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Ministros do STJ completam 13 anos de atuação com precedentes relevantes em diversas áreas do Direito

Moura Ribeiro, Regina Helena Costa e Rogerio Schietti Cruz completam 13 anos no STJ com atuação marcada por julgamentos relevantes e formação de precedentes. Os ministros se destacam, respectivamente, em matérias de Direito Privado, Direito Público e Direito Penal e Processual Penal.

Cobranças judiciais de dívidas privadas atingem recorde histórico no Brasil em 2025

As cobranças judiciais de dívidas privadas atingiram recorde histórico em 2025, com 1,23 milhão de novos processos de execução de títulos extrajudiciais não fiscais, alta de aproximadamente 60% em relação a 2020. O crescimento ocorre em meio ao aumento do endividamento das famílias e às dificuldades de renegociação extrajudicial. Especialistas apontam fatores como excesso de crédito, juros elevados e dificuldades financeiras de consumidores, empresas e produtores rurais como elementos que contribuem para o aumento da judicialização.

MC Pipokinha é condenada por expor adolescentes a conteúdo sexual durante show em MS

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou MC Pipokinha e outras quatro pessoas ao pagamento conjunto de R$ 162,1 mil por danos morais coletivos, após um show em Corumbá que, segundo o processo, expôs adolescentes a cenas de nudez parcial e simulações de atos sexuais. A cantora deverá pagar R$ 100 mil, enquanto os demais condenados deverão desembolsar R$ 15.525 cada. Os valores serão destinados ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Cabe recurso.

Homem é condenado em Taiwan por usar robô aspirador para filmar esposa sem consentimento

Um homem em Taiwan foi condenado a cinco meses de prisão e multado após usar remotamente um robô aspirador com câmera para filmar a esposa em momentos íntimos com outro homem. Embora as imagens tenham sido utilizadas em uma ação civil sobre infidelidade, a Justiça considerou ilegal a gravação por violar o direito à privacidade da mulher, ressaltando que o casamento não elimina a proteção à intimidade.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo