Justiça inicia audiência de instrução de tenente-coronel acusado de feminicídio e fraude processual

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Justiça inicia audiência de instrução de tenente-coronel acusado de feminicídio e fraude processual | Juristas
Créditos: simpson33 | iStock

Teve início na manhã de segunda-feira (29), no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, a audiência de instrução do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio e fraude processual pela morte da soldado Gisele Alves Santana.

A policial militar foi encontrada morta em 18 de fevereiro, com um disparo de arma de fogo na cabeça, no apartamento onde vivia com o acusado, na capital paulista. Na ocasião, o tenente-coronel acionou o socorro e comunicou às autoridades que a morte teria ocorrido em razão de suicídio. Posteriormente, no entanto, a investigação levou à reclassificação do caso para morte suspeita e, em seguida, à imputação dos crimes de feminicídio e fraude processual.

A audiência de instrução tem como objetivo a produção das provas que subsidiarão o julgamento do processo. Ao todo, foram arroladas 40 testemunhas, entre acusação e defesa, além do interrogatório do réu, previsto para ocorrer ao final da fase instrutória.

A expectativa é de que os trabalhos se estendam por cerca de cinco dias, com o interrogatório do acusado programado para a próxima sexta-feira (3).

Em razão do funcionamento remoto do Judiciário paulista nesta segunda-feira, motivado pelo jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, o primeiro dia da audiência foi realizado por videoconferência. Foram ouvidas duas testemunhas de acusação, incluindo o delegado responsável pela condução do inquérito policial. As demais sessões deverão ocorrer de forma presencial.

Em manifestação publicada nas redes sociais, o advogado Miguel José da Silva Junior, representante da família da soldado Gisele Alves Santana, afirmou que os depoimentos colhidos até o momento reforçam a tese sustentada pela acusação.

Segundo o advogado, embora ainda restem diversas testemunhas a serem ouvidas, as provas produzidas durante a instrução vêm consolidando o entendimento de que a morte da policial configura feminicídio, afastando a hipótese inicial de suicídio apresentada no início das investigações.

(Com informações da Agência Brasil por Elaine Patricia Cruz)

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