Neoenergia é condenada a indenizar consumidor por corte indevido de energia

Data:

Indenização por falta de luz - energia elétrica
Créditos: DmitryPoch / Depositphotos

A Neoenergia Distribuição Brasília foi condenada a indenizar um consumidor que permaneceu mais de 24 horas sem energia elétrica após um corte considerado indevido. Segundo o juiz do Juizado Especial Cível e Criminal do Riacho Fundo, a falha na prestação do serviço ultrapassou “meros aborrecimentos”.

De acordo com o autor, o fornecimento de energia em sua residência foi interrompido sem qualquer justificativa, já que não havia débitos em aberto. Ele relata que entrou em contato com a empresa, mas o restabelecimento só ocorreu no dia seguinte, por meio de equipe terceirizada. A interrupção prolongada teria causado transtornos e prejuízos, como a perda de alimentos. Por isso, pediu a condenação da concessionária por danos morais.

Em defesa, a Neoenergia negou a ocorrência de corte indevido e afirmou que a interrupção pode ter sido ocasionada por engano operacional.

Ao analisar o caso, o magistrado concluiu que o consumidor comprovou a suspensão indevida de um serviço essencial e demonstrou inexistência de débito junto à concessionária. Para o juiz, a conduta da empresa caracteriza falha na prestação de serviço.

“Nessas circunstâncias, a condenação ao pagamento de indenização por dano moral é medida de rigor”, afirmou. O juiz também destacou que o corte indevido de serviço essencial configura dano moral presumido (“in re ipsa”), dispensando prova de prejuízo concreto.

Com isso, a Neoenergia foi condenada a pagar R$ 3 mil ao autor a título de danos morais.

Cabe recurso da decisão.

Processo: 0707885-30.2025.8.07.0017 (PJe1).

(Com informações do TJDFT)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Fachin anuncia projeto de lei para regulamentar remuneração de magistrados

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, anunciou que pretende concluir até o final de 2026 uma minuta de projeto de lei federal para regulamentar a remuneração dos magistrados. A proposta integra uma agenda mais ampla de defesa da integridade, transparência e controle dos gastos públicos. Fachin também apresentou ao CNJ medidas para prevenir conflitos de interesse na magistratura.

Gusttavo Lima é responsabilizado por transtornos causados por número em música

Gusttavo Lima foi condenado a pagar cerca de R$ 149 mil a um empresário que afirmou ter recebido milhares de mensagens e ligações após seu número de telefone ser mencionado na música “Bloqueado”. A Justiça entendeu que a divulgação da canção contribuiu para os transtornos sofridos pelo proprietário do número. A decisão ainda não transitou em julgado e o pagamento foi determinado provisoriamente.

Estudo aponta falhas estruturais no combate à violência contra a mulher no Brasil

Estudo da Rede Nacional de Controle Externo pela Proteção das Mulheres, com dados dos 27 tribunais de contas brasileiros, identificou falhas de orçamento, planejamento, equipes e integração entre órgãos responsáveis pelo enfrentamento à violência contra a mulher. Auditorias apontaram estruturas incompletas, baixa execução orçamentária e ausência de planos formais em diversos municípios.

Executivos do Goldman Sachs são alvo de investigação por suposta fraude societária

A Polícia Civil de São Paulo indiciou dois executivos do Goldman Sachs por suspeita de fraude e abuso na administração de sociedade por ações em investigação envolvendo a estrutura societária de fundos ligados à Oncoclínicas. A apuração busca esclarecer se informações sobre a participação da Centaurus Capital foram omitidas ou apresentadas de forma irregular para evitar uma oferta pública de aquisição de ações. O Goldman Sachs nega irregularidades, enquanto a CVM já havia concluído que a Centaurus não estava obrigada a realizar a OPA.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo