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Trabalhadora recebe indenização por dispensa discriminatória

A Justiça do Trabalho de Contagem/MG determinou que uma auxiliar de limpeza recebesse R$ 5 mil de indenização por danos morais e o pagamento em dobro de salários após ser dispensada por antecedentes criminais, configurando discriminação proibida pela Lei 9.029/1995. A juíza constatou que a dispensa não teve relação com seu desempenho, violou o direito ao trabalho e à dignidade e que a empresa tomadora dos serviços também responde subsidiariamente. O TRT-MG manteve a decisão, e a trabalhadora já recebeu os créditos.

STJ afasta obrigatoriedade do original da cédula de crédito bancário em execuções

A Quarta Turma do STJ decidiu que a apresentação do documento original da cédula de crédito bancário não é obrigatória para iniciar uma execução, cabendo ao juiz avaliar a necessidade caso a caso. O tribunal considerou que cópias digitalizadas têm validade legal, em conformidade com o CPC e a Lei 11.419/2006, e que a exigência do original só se justifica se houver alegação concreta de fraude, endosso irregular ou duplicidade de execução. A decisão reforça a tramitação eletrônica, a celeridade processual e evita formalismo desnecessário.

Nova lei amplia uso do microcrédito e permite financiar moradia, saúde e qualificação

A Lei 15.364/26 amplia o uso do microcrédito, permitindo financiamento de moradia, saúde, qualificação e mobilidade para microempreendedores e suas famílias. Também autoriza crédito adicional de 20% e uso de tecnologias digitais. Foram vetadas regras sobre juros diferenciados pelo CMN e acesso especial ao FAT.

TJ-SP mantém negativa de acesso de mãe a conta de rede social de filho falecido

A 32ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP manteve a decisão que negou a uma mãe acesso à conta de rede social de seu filho falecido, mesmo para obter fotos publicadas, por entender que isso violaria o direito à intimidade do falecido. O relator, desembargador Marcus Vinicius Rios Gonçalves, ressaltou que bens digitais têm dupla natureza — econômica e ligada à personalidade — e que dados pessoais permanecem protegidos após a morte, especialmente quando o falecido não definiu o destino da conta. A decisão foi unânime.

STF vai decidir se constrangimento da vítima em audiência de estupro pode anular provas

O STF analisará se provas em processos de crimes sexuais podem ser anuladas quando a vítima sofre constrangimento ou violação de seus direitos fundamentais durante o depoimento. O caso envolve A.C.A., acusado de estuprar M.B.F., que relatou humilhações e insinuações sexuais na audiência sem intervenção do juiz ou promotor. O julgamento definirá os limites do contraditório e da ampla defesa, reforçando a proteção da dignidade da vítima e prevenindo revitimização, em alinhamento com leis recentes e o Protocolo do CNJ de Perspectiva de Gênero.

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