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TJ-PR condena advogada a indenizar TIM em R$ 100 mil por litigância predatória
O TJ-PR condenou uma advogada ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais à TIM, além de indenização por danos materiais a ser apurada posteriormente, ao reconhecer a prática de litigância predatória. O Tribunal entendeu que a profissional ajuizou mais de 1.700 ações padronizadas e sem fundamentação individualizada, utilizando, em alguns casos, informações inconsistentes e protocolos de atendimento incompatíveis com os fatos narrados. Para o colegiado, a conduta gerou prejuízos financeiros à empresa e comprometeu sua reputação, sendo passível de responsabilização civil.
STF vai definir regras para fornecimento judicial de produtos de cannabis sem registro na Anvisa
O STF reconheceu a repercussão geral de processos que discutem o fornecimento judicial de produtos derivados de cannabis sem registro sanitário na Anvisa, mas com autorização sanitária ou autorização de importação. O Supremo definirá os requisitos para a concessão desses produtos, a competência para julgar as ações e o regime jurídico aplicável, estabelecendo uma tese que deverá ser observada por todo o Judiciário brasileiro.
STJ decide que herdeiros podem dividir herança de forma desigual por consenso
O STJ decidiu que herdeiros maiores e capazes podem realizar partilha desigual da herança, desde que haja consenso e cessão de direitos hereditários. A Terceira Turma entendeu que o juiz deve limitar-se a verificar a legalidade do acordo e a livre manifestação de vontade das partes, sem exigir igualdade absoluta entre os quinhões. O colegiado também esclareceu que eventual tributação decorrente da cessão deverá ser analisada pelo Fisco, não impedindo a homologação da partilha.
Servidor é condenado por falsidade ideológica após declarar que não acumulava cargos públicos
O TJDFT manteve a condenação de um servidor público por falsidade ideológica após ele declarar, no ato da posse na Secretaria de Saúde do Distrito Federal, que não acumulava outro cargo público, embora já fosse policial militar da Bahia. O colegiado concluiu que a inserção consciente de informação falsa em documento público configura o crime, independentemente da possibilidade de a Administração verificar posteriormente a veracidade da declaração. Também afastou a alegação de erro de proibição, entendendo que o servidor tinha plenas condições de conhecer a vedação constitucional à acumulação de cargos.
Empresas são condenadas após induzirem clientes a contratar serviços não autorizados
A Justiça de São Vicente condenou duas empresas da Rede Muniz ao pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos após reconhecer a prática sistemática de condutas abusivas contra consumidores. A decisão foi baseada em diversas reclamações de cobrança por serviços não autorizados, venda casada, instalação de peças inadequadas e pressão para contratação de reparos desnecessários. Além da indenização, as empresas deverão adotar medidas para garantir maior transparência e respeito aos direitos dos consumidores, sob pena de multa.
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