
A Polícia Civil do Rio de Janeiro instaurou investigação para apurar a criação e divulgação de uma lista elaborada por alunos do Colégio Cruzeiro, unidade de Jacarepaguá, que classificava colegas de escola, principalmente alunas, com base em categorias de conotação sexual.
O conteúdo foi publicado em uma plataforma on-line de criação de rankings (“tier list”) e continha classificações depreciativas e ofensivas relacionadas à aparência e à sexualidade das estudantes.
Entre as categorias utilizadas estavam expressões como “Goat” (sigla em inglês para Greatest of All Time), “Comeria no lucro”, “Bêbado vai”, “Me arrependi depois” e “Nem olharia”.
Após tomar conhecimento do caso, as denúncias foram encaminhadas à Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), responsável pela apuração dos fatos.
Escola registrou ocorrência e solicitou remoção do conteúdo
Em nota oficial, o Colégio Cruzeiro informou que registrou boletim de ocorrência e notificou a plataforma responsável pela hospedagem da lista, solicitando a retirada imediata do conteúdo, medida que já foi cumprida.
A instituição também comunicou os responsáveis pelos estudantes envolvidos e afirmou estar prestando apoio às alunas e às respectivas famílias.
Segundo a escola, o episódio contraria os princípios institucionais de respeito, ética e proteção aos estudantes.
Colégio repudia exposição de alunos
No posicionamento divulgado, o Colégio Cruzeiro destacou que repudia qualquer conduta que exponha ou constranja seus alunos e reafirmou seu compromisso com a formação ética e o desenvolvimento integral dos estudantes.
A instituição ressaltou ainda que sua atuação inclui a promoção de valores relacionados ao respeito, à responsabilidade e à convivência saudável no ambiente escolar.
Caso pode envolver diferentes responsabilizações
A investigação deverá apurar a autoria da publicação, as circunstâncias em que a lista foi criada e eventual participação de outros estudantes na divulgação do conteúdo.
Além da possível responsabilização na esfera infracional, caso os envolvidos sejam menores de idade, o episódio também poderá ensejar medidas de proteção às vítimas e eventual responsabilização civil por danos morais decorrentes da exposição indevida e do constrangimento causado às estudantes.
O caso reacende o debate sobre os limites do comportamento de adolescentes nas redes digitais, a prevenção ao cyberbullying e a importância da atuação conjunta entre famílias, escolas e autoridades na proteção de crianças e adolescentes.
(Com informações do G1 por Henrique Coelho)
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