Juiz orienta empresas sobre pedido de recuperação judicial

Data:

tjce
Créditos: Michał Chodyra | iStock

O juiz Leonardo Sousa de Paiva Oliveira, da Vara de Feitos Especiais da Comarca de Campina Grande, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), esclareceu os procedimentos legais para empresas que buscam entrar com um pedido de Recuperação Judicial. A iniciativa visa orientar a população sobre os processos judiciais de competência do Poder Judiciário Estadual.

A Recuperação Judicial é uma medida processual prevista no artigo 45 da Lei 11.101/2005, destinada a empresas que admitem dificuldades financeiras e buscam estabelecer um plano para evitar a falência.

Segundo o juiz Leonardo Paiva, esse procedimento judicial tem como objetivo supervisionar a reestruturação financeira das empresas, proporcionando ao Poder Judiciário a capacidade de acompanhar e viabilizar a superação da crise financeira do devedor. Essa abordagem visa preservar os empregos dos trabalhadores e proteger os interesses dos credores.

Corretor de Imóveis - Comissão - Transação imobiliária
Créditos: Kanizphoto / iStock

Ao explicar o processo, o magistrado destacou que o pedido de recuperação judicial pode ser apresentado pelo próprio empresário, seus herdeiros, o cônjuge sobrevivente, o inventariante e o sócio remanescente. É necessário observar os requisitos básicos contidos no Artigo 319 do Código de Processo Civil (CPC) de 2015 ao elaborar a petição inicial.

“A Recuperação Judicial tem sido um instituto cada vez mais utilizado pelas empresas que passam por momentos de crise, mostrando-se uma valiosa aliada dos empresários brasileiros que buscam soerguer seu negócio”, reforçou o juiz.

Processo – Após o recebimento do pedido e da documentação necessária, o juiz iniciará o processo de recuperação judicial, concedendo ao devedor um prazo improrrogável de 60 dias para apresentar um Plano de Recuperação Judicial. Esse plano deve abranger medidas societárias, métodos de pagamento aos credores e demais estratégias que a empresa utilizará para se reerguer.

Artigo 319 do CPC de 2015 – A legislação também fornece detalhes sobre as causas reais da crise econômica enfrentada pela empresa, exigindo documentação contábil dos últimos três anos, uma lista detalhada dos débitos em nome da empresa, informações sobre os colaboradores, certidões de protesto, entre outros documentos.

Com informações do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos!

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Pesquisador usa inteligência artificial para criar malware e tentar extorquir empresas

Relatório da CrowdStrike identificou o malware PhantomRaven, supostamente desenvolvido com auxílio de inteligência artificial e distribuído por meio de pacotes maliciosos no npm. O código teria sido utilizado para obter credenciais de desenvolvedores e, posteriormente, pressionar empresas com alegações de vulnerabilidades em seus sistemas. Em resposta à ameaça, o npm adotou medidas para restringir a execução automática de comandos durante instalações.

New Balance processa Decathlon nos EUA por suposta violação de marca em logotipo da Kiprun

A New Balance processou a Decathlon nos Estados Unidos, alegando que o logotipo utilizado pela marca esportiva Kiprun apresenta semelhança com seu tradicional símbolo em formato de “N”. A fabricante pede a retirada dos produtos do mercado, a destruição dos itens com o símbolo e indenização. A Decathlon contesta a acusação e afirma que o desenho representa a letra “K”. O processo tramita no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Massachusetts.

IA amplia preocupação com empregos e já afeta a entrada de jovens no mercado de trabalho

Pesquisas recentes indicam que a inteligência artificial já produz efeitos perceptíveis sobre o mercado de trabalho, especialmente nas oportunidades destinadas a profissionais jovens em ocupações mais expostas à automação. Estudos também apontam crescimento do uso de IA generativa nas empresas, inclusive sem conhecimento dos empregadores, levantando questões relacionadas à governança, segurança da informação, proteção de dados e relações trabalhistas. Os pesquisadores ressaltam, contudo, que os dados disponíveis ainda não comprovam uma substituição generalizada de trabalhadores pela tecnologia.

Nelson Wilians transferiu R$ 6,6 milhões para empresa de herdeiro da Casas Bahia, aponta Coaf

Relatório do Coaf que embasou a Operação Distrato registra 15 transferências realizadas por Nelson Wilians, entre setembro de 2024 e setembro de 2025, totalizando R$ 6,6 milhões destinados à Icon Properties, empresa ligada a Michael Klein. A movimentação é mencionada no contexto de investigação do Ministério Público de São Paulo sobre supostas fraudes envolvendo créditos de ICMS. Wilians afirma que as operações são lícitas e não têm relação com os fatos investigados. Michael Klein não se manifestou, enquanto a Casas Bahia informou ter criado um comitê independente para apurar o caso.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo