
Cinco réus foram condenados pelo assassinato de dez pessoas da mesma família em um dos crimes mais graves já registrados no Distrito Federal. As penas, somadas, ultrapassam centenas de anos de prisão, com condenações individuais que chegam a quase quatro séculos de reclusão.
O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri de Planaltina e se estendeu por seis dias, período em que foram ouvidas 18 testemunhas. A decisão foi tomada pelo corpo de jurados em sala secreta e posteriormente formalizada pelo juiz responsável pelo caso.
Os acusados foram considerados culpados por diversos crimes, entre eles homicídio qualificado, extorsão mediante sequestro com resultado morte, ocultação e destruição de cadáver, cárcere privado, associação criminosa armada, roubo majorado, corrupção de menores e fraude processual. Segundo a acusação, a motivação principal dos delitos foi a intenção de se apropriar de uma chácara pertencente às vítimas, avaliada em cerca de R$ 2 milhões.
De acordo com as investigações, os crimes ocorreram entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023. As vítimas — entre elas mulheres, homens e crianças — foram sequestradas em momentos distintos, mantidas em cativeiro e submetidas a ameaças. Os criminosos utilizaram os celulares das vítimas para enviar mensagens, simulando normalidade e atraindo outros familiares.
As mortes ocorreram por diferentes meios, incluindo estrangulamento e uso de arma branca. Parte dos corpos foi carbonizada e outra parte ocultada em local próximo ao cativeiro.
Embora todos os condenados tenham confessado os crimes durante a investigação, um dos principais acusados alterou sua versão em juízo, alegando ter sido coagido. Ainda assim, o conjunto probatório foi considerado suficiente para sustentar a condenação.
As penas foram fixadas de forma individual, conforme o grau de participação de cada réu, variando de dois a 397 anos de prisão. Apesar da possibilidade de recurso, a decisão do Tribunal do Júri só poderá ser revertida em caso de eventual anulação do julgamento.
(Com informações do UOL)
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