STF decidirá se IPVA deve ser pago onde carro foi licenciado

Data:

carro
Créditos: Studio-pure | iStock

O STF decidirá, em breve, se o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) deve ser cobrado pelo Estado que licencia o carro, e não pela unidade da federação da pessoa ou da empresa dona do veículo.

Até o momento, a maioria formada dá provimento ao recurso extraordinário 101.6605, com repercussão geral reconhecida. Se seguir assim, o acórdão do TJMG será reformado. Ele fixou o pagamento do IPVA de um carro em MG, onde a empresa proprietária do automóvel está sediada, independentemente de o veículo ter sido registrado e licenciado em Goiás.

O relator, ministro Marco Aurélio, alegou o artigo 158 da Constituição, “que prevê que 50% do valor arrecadado de IPVA devem ser destinados aos municípios da região em que o carro foi licenciado”. Ele destaca que é impossível imaginar que Minas Gerais arrecade e distribua nos municípios de Goiás.

Na divergência, Alexandre de Moraes destaca a guerra fiscal entre os estados, que abaixam o IPVA para atrair mais pessoas a licenciarem o carro lá. “Se a legislação diz que só pode licenciar o carro no local do domicílio e a pessoa licencia em outro estado, obviamente que há a probabilidade de fraude”, ressaltou.

Marco Aurélio salientou que a norma citada (Código de Trânsito) é lei ordinária e não pode incidir sobre o tema, já que tributos são regulamentados por lei complementar. Cármen Lúcia disse que a Constituição prevê a distribuição de metade da arrecadação do IPVA para financiar a estrutura das cidades para comportar os veículos, o que não embasa o pagamento do tributo no local do licenciamento. (Com informações do Jota.Info.)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Juristas
Juristashttp://juristas.com.br
O Portal Juristas nasceu com o objetivo de integrar uma comunidade jurídica onde os internautas possam compartilhar suas informações, ideias e delegar cada vez mais seu aprendizado em nosso Portal.

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Câmeras com IA identificam comportamentos suspeitos e reacendem debate sobre vigilância

Câmeras de monitoramento, tradicionalmente utilizadas para registrar ocorrências e...

Inteligência artificial amplia ataques cibernéticos e coloca empresas brasileiras na mira de grupos criminosos

O avanço da inteligência artificial generativa tem contribuído para o aumento e a sofisticação de ataques cibernéticos realizados por grupos criminosos. No Brasil, empresas e instituições passaram a figurar entre os alvos de operações de ransomware e roubo de dados. Além dos prejuízos financeiros, os ataques podem gerar responsabilidades relacionadas à proteção de dados pessoais e exigir comunicação à ANPD e aos titulares afetados.

Nova lei aumenta penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes na internet

A Lei 15.487/2026 endureceu as penas para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes, inclusive aqueles praticados pela internet ou com o uso de inteligência artificial. A norma elevou diversas penas, incluiu os crimes no rol dos hediondos, criou mecanismos de investigação digital, como as chamadas “rondas virtuais”, e ampliou a proteção psicológica e psicossocial às vítimas. A legislação também prevê aumento de pena quando houver uso de IA, deepfakes, redes sociais, aplicativos de mensagens ou jogos online para facilitar a prática criminosa.

Alemanha planeja reformar “minijobs” e ampliar contribuição previdenciária

A Alemanha avalia reformar o sistema de “minijobs”, modalidade de trabalho de curta jornada que atende cerca de 7 milhões de pessoas. Entre as propostas estão o fim da possibilidade de renunciar às contribuições previdenciárias e o aumento dos encargos pagos pelas empresas. Sindicatos defendem a mudança por considerarem o modelo precário, enquanto empregadores argumentam que os minijobs garantem flexibilidade ao mercado de trabalho. Estudantes e trabalhadores que dependem dessa modalidade temem redução da renda. O governo alemão ainda deverá definir os detalhes da reforma.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo