STF Garante Licença-Maternidade a Gestantes Contratadas pela Administração Pública

Data:

grávida
Créditos: Dragon Images | iStock

Em uma decisão que fortalece os direitos das gestantes no Brasil, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que mulheres contratadas pela administração pública, mesmo por prazo determinado ou em cargos comissionados, têm direito à licença-maternidade e à estabilidade provisória desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Essa decisão foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 842844 e terá um impacto significativo nas políticas de emprego público e proteção à maternidade no país.

O caso teve origem no Estado de Santa Catarina, onde uma professora contratada por prazo determinado buscou na Justiça o reconhecimento de seu direito à licença-maternidade e à estabilidade provisória. O Tribunal de Justiça local (TJ-SC) decidiu a favor da professora, e o Estado questionou essa decisão no STF.

STF Garante Licença-Maternidade a Gestantes Contratadas pela Administração Pública | Juristas
Ministro Luiz Fux preside sessão plenária por videoconferência. Foto: Nelson Jr./SCO/STF (27/05/2020)

O relator do recurso, ministro Luiz Fux, argumentou que as garantias constitucionais de proteção à gestante e à criança devem prevalecer independentemente da natureza do vínculo empregatício, do prazo do contrato de trabalho ou da forma de provimento. Ele destacou que o direito à licença-maternidade visa atender às necessidades da mãe e do bebê no período pós-parto, incluindo a importância da amamentação nos primeiros meses de vida. A estabilidade provisória, por sua vez, tem como objetivo principal proteger o bebê que está prestes a nascer.

O ministro enfatizou que não deveria haver diferenciação artificial entre trabalhadoras da esfera pública e privada, independentemente do tipo de contrato. Aceitar o contrário significaria deixar a servidora contratada a título precário à mercê do desejo unilateral do empregador.

Impacto e Significado

bebê prematuro
Créditos: Natalia Deriabina | iStock

Essa decisão do STF tem um impacto significativo na promoção dos direitos das gestantes no ambiente de trabalho e destaca a importância de garantir a estabilidade necessária para que as mulheres possam desempenhar suas funções maternas com tranquilidade e segurança, independentemente de sua forma de contratação.

Além disso, a decisão estabelece um importante precedente legal, afirmando que os direitos das gestantes devem ser respeitados em todos os setores da sociedade, fortalecendo ainda mais a proteção à maternidade e à criança no Brasil.

A decisão do STF de garantir a licença-maternidade e a estabilidade às gestantes contratadas pela administração pública é uma conquista importante para a igualdade de gênero e os direitos das mulheres no Brasil. Ela reforça a ideia de que a maternidade não deve ser um obstáculo para o emprego e destaca o compromisso do sistema judiciário em proteger esses direitos fundamentais.

Com informações do Supremo Tribunal Federal (STF).


Você sabia que o Portal Juristas está no FacebookTwitterInstagramTelegramWhatsAppGoogle News e Linkedin? Siga-nos!

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Ricardo Krusty
Ricardo Krusty
Comunicador social com formação em jornalismo e radialismo, pós-graduado em cinema pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

BASF processa Apple nos EUA por suposta violação de patente de tecnologia de reconhecimento facial

A BASF, por meio da unidade trinamiX, processou a Apple nos Estados Unidos por suposta violação de patentes relacionadas a uma tecnologia de autenticação facial. A empresa alemã afirma ter desenvolvido, ao longo de cerca de dez anos, uma solução destinada a aumentar a segurança do reconhecimento facial contra fraudes com fotografias, máscaras 3D e réplicas de silicone. A ação envolve a utilização da tecnologia em modelos de iPhone e iPad e poderá resultar em responsabilização da Apple caso seja reconhecida a violação das patentes.

Primeiros processos sob nova sistemática da relevância da questão federal serão analisados pelo STJ

O STJ realizará, entre 30 de setembro e 6 de outubro, as primeiras sessões virtuais para análise de processos submetidos à nova sistemática da relevância da questão federal. As três Seções especializadas examinarão controvérsias relacionadas a atividade especial por exposição à eletricidade, honorários advocatícios em cobranças de taxas condominiais e utilização da palavra da vítima em processos envolvendo estupro de vulnerável e assédio sexual. O novo sistema prevê diferentes procedimentos conforme o reconhecimento ou não da relevância e poderá resultar na formação de precedentes qualificados.

Banco Central amplia de 30 para 80 dias prazo para contestar devoluções do Pix pelo MED

O Banco Central ampliou de 30 para 80 dias o prazo para contestação de devoluções realizadas pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix quando o recebedor suspeitar que o mecanismo foi acionado de forma fraudulenta. A mudança entrou em vigor em 1º de setembro e beneficia especialmente comerciantes e prestadores de serviços que podem sofrer com falsas alegações de fraude após receberem pagamentos. O prazo para a vítima de um golpe solicitar o MED permanece em até 80 dias após a transferência original.

Cristiano Zanin é reconduzido ao cargo de ministro substituto do TSE por mais dois anos

O ministro Cristiano Zanin, do STF, foi reconduzido para mais dois anos no cargo de ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral. Ele integra a composição da corte eleitoral desde agosto de 2024. O TSE é formado por sete ministros titulares e sete substitutos, com representação do STF, do STJ e da advocacia. O novo mandato de Zanin terá duração de dois anos, conforme as regras aplicáveis aos ministros indicados pelo Supremo.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo