TJDFT mantém condenação por abuso sexual contra animal doméstico

Data:

guarda de animal de estimação
Créditos: KPGS | iStock

A 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve a condenação de réu acusado de praticar abuso sexual contra animal doméstico, reconhecendo a autoria e materialidade do delito com base no conjunto probatório produzido nos autos.

Fatos e apuração

Segundo os autos, o Ministério Público afirmou que o acusado realizou ato de natureza sexual contra um cão, registrando a conduta em vídeo. Posteriormente, o conteúdo teria sido compartilhado por aplicativo de mensagens, o que motivou a instauração de investigação policial.

Durante a instrução processual, foram analisados arquivos de mídia, capturas de tela de conversas e depoimentos colhidos nas fases investigativa e judicial, os quais subsidiaram a acusação.

Defesa

A defesa alegou insuficiência probatória, questionando a identificação do réu nas imagens e sustentando que os arquivos poderiam ter sido recebidos automaticamente em grupos virtuais, sem relação direta com o acusado. Tal tese, entretanto, não foi acolhida pelo colegiado.

Fundamentação do TJDFT

Ao julgar o recurso, o relator destacou que o conjunto probatório demonstrou consistência e coerência, afirmando que:

“A materialidade e a autoria do crime foram devidamente comprovadas por depoimentos testemunhais, imagens de vídeo e capturas de tela.”

O entendimento afastou a argumentação defensiva e reconheceu a validade das provas produzidas em juízo.

O colegiado reforçou que a legislação brasileira prevê proteção específica aos animais domésticos, e que atos de abuso configuram crime ambiental, sujeitos a pena de reclusão, multa e proibição de guarda, nos termos da Lei de Crimes Ambientais.

Decisão

Com a decisão, a condenação imposta em primeira instância permanece integralmente válida, incluindo a pena privativa de liberdade, fixada no mínimo legal, e a sanção pecuniária correspondente. O julgamento foi unânime.

O processo: 0710638-58.2023.8.07.0007.

(Com informações do TJDFT)

 

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

STJ sedia lançamento de obra em homenagem aos 20 anos da Lei Maria da Penha

A obra coletiva celebra as duas décadas de vigência da Lei nº 11.340/2006, marco legal de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil, reunindo reflexões de magistrados, membros do Ministério Público, advogados, professores e pesquisadores sobre os avanços, desafios e perspectivas da legislação.

Governo brasileiro aguarda decisão dos EUA sobre nova tarifa de 12,5%

O Brasil poderá ser alvo de uma tarifa adicional de 12,5% imposta pelos Estados Unidos após investigação que apontou suposta insuficiência dos mecanismos brasileiros de combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. O governo brasileiro aguarda a decisão final para saber se a nova cobrança será cumulativa à tarifa de 25% anunciada recentemente sobre produtos nacionais.

CCJ aprova projeto que declara nulo o casamento de menores de 16 anos em qualquer hipótese

A CCJ da Câmara aprovou projeto que altera o Código Civil para declarar nulo qualquer casamento celebrado por menores de 16 anos, eliminando exceções previstas na legislação. A proposta também rejeitou flexibilização na autorização para casamento de adolescentes entre 16 e 18 anos e poderá seguir para análise do Senado, caso não haja recurso para votação em Plenário.

Presidente do STF defende independência da Corte e rejeita interferências externas

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, reafirmou que a Suprema Corte continuará exercendo suas funções com independência e sem sofrer pressões externas. A declaração foi divulgada após o governo dos Estados Unidos justificar novas tarifas sobre produtos brasileiros mencionando decisões do STF relacionadas às plataformas digitais. Fachin defendeu a autonomia do Judiciário e afirmou que conflitos entre países devem ser solucionados por meios diplomáticos e conforme o Direito Internacional.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo