TJDFT torna Bruno Henrique réu por estelionato em investigação sobre manipulação de apostas

Data:

Bola de Futebol
Créditos: Pixabay / Pexels

A 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios decidiu, nesta quinta-feira (4/12), que o atacante Bruno Henrique, do Flamengo, passará a responder também pelo crime de estelionato no processo que apura um suposto esquema de manipulação de apostas esportivas.

A ampliação da denúncia ocorreu após o colegiado acolher recurso do Ministério Público do Distrito Federal, que buscava restabelecer a acusação rejeitada pelo juízo de primeiro grau. Em julho, o jogador já havia se tornado réu pelo crime de fraude em competição esportiva, mas o magistrado havia afastado o estelionato.

De acordo com as investigações, o atleta teria provocado intencionalmente um cartão amarelo durante a partida entre Flamengo e Santos, pelo Brasileirão de 2023, realizada em Brasília. A ação, segundo o MP, visava beneficiar parentes que teriam apostado em plataformas de apostas esportivas. Amigos e familiares do jogador também foram denunciados por participação no esquema.

Ao analisar o recurso, o colegiado entendeu que a conduta atribuída ao atleta pode configurar igualmente estelionato, motivo pelo qual a ação penal foi ampliada.

Defesa recorrerá

A defesa de Bruno Henrique informou à Agência Brasil que irá recorrer da decisão. Os advogados classificaram o entendimento da turma como “equivocado” e afirmaram que ele contraria decisão fundamentada da primeira instância.

Em nota, declararam:

“A defesa do atleta Bruno Henrique recebeu com indignação o julgamento que acolheu recurso do MPDFT para abrir ação penal quanto a um suposto crime de estelionato, fato que contraria decisão fundamentada do juiz de primeira instância.”

(Com informações do Juri News)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Ministros do STJ completam 13 anos de atuação com precedentes relevantes em diversas áreas do Direito

Moura Ribeiro, Regina Helena Costa e Rogerio Schietti Cruz completam 13 anos no STJ com atuação marcada por julgamentos relevantes e formação de precedentes. Os ministros se destacam, respectivamente, em matérias de Direito Privado, Direito Público e Direito Penal e Processual Penal.

Cobranças judiciais de dívidas privadas atingem recorde histórico no Brasil em 2025

As cobranças judiciais de dívidas privadas atingiram recorde histórico em 2025, com 1,23 milhão de novos processos de execução de títulos extrajudiciais não fiscais, alta de aproximadamente 60% em relação a 2020. O crescimento ocorre em meio ao aumento do endividamento das famílias e às dificuldades de renegociação extrajudicial. Especialistas apontam fatores como excesso de crédito, juros elevados e dificuldades financeiras de consumidores, empresas e produtores rurais como elementos que contribuem para o aumento da judicialização.

MC Pipokinha é condenada por expor adolescentes a conteúdo sexual durante show em MS

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou MC Pipokinha e outras quatro pessoas ao pagamento conjunto de R$ 162,1 mil por danos morais coletivos, após um show em Corumbá que, segundo o processo, expôs adolescentes a cenas de nudez parcial e simulações de atos sexuais. A cantora deverá pagar R$ 100 mil, enquanto os demais condenados deverão desembolsar R$ 15.525 cada. Os valores serão destinados ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. Cabe recurso.

Homem é condenado em Taiwan por usar robô aspirador para filmar esposa sem consentimento

Um homem em Taiwan foi condenado a cinco meses de prisão e multado após usar remotamente um robô aspirador com câmera para filmar a esposa em momentos íntimos com outro homem. Embora as imagens tenham sido utilizadas em uma ação civil sobre infidelidade, a Justiça considerou ilegal a gravação por violar o direito à privacidade da mulher, ressaltando que o casamento não elimina a proteção à intimidade.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo