CVC Viagens é condenada a indenizar fotógrafo por danos morais

Data:

CVC Viagens é condenada a indenizar fotógrafo por danos morais
Créditos: Clio Luconi

A 16ª Vara Cível de João Pessoa, nos autos do processo nº 0011233-26.2014.815.2001, condenou a CVC Viagens e Turismo e a CiçaCamp Agência de Viagens e Turismo a indenizarem o fotógrafo Clio Robispierre Camargo Luconi por violação de direitos autorais.

A ação de obrigação de fazer, cumulada com indenização por danos morais e materiais, foi iniciada por Wilson Furtado Roberto, representante do fotógrafo Clio Luconi, que alegou o uso, sem autorização ou remuneração, de uma fotografia do autor, no site da CiçaCamp. Ao clicar sobre a imagem, que ilustrava o anúncio de um pacote turístico, houve direcionamento para o site da CVC, parceira de negócios da CiçaCamp.

As rés alegaram, em preliminar, litispendência, uma vez que existem várias ações do autor contra a CVC, e carência da ação, já que sustentaram a ausência de provas da autoria da foto. As liminares foram afastadas.

Com a análise dos documentos acostados nos autos, há comprovação incontroversa da propriedade intelectual do fotógrafo sobre a obra. A mera autoria de Clio Luconi já o torna titular dos direitos morais sobre a obra, direitos estes que não podem ser transferidos.

Por este motivo, a configuração de dano moral independe de outras provas, uma vez que a mera divulgação do material fotográfico, sem autorização, dá ensejo à indenização pleiteada, à luz do artigo 24 da Lei de Direitos Autorais.

Assim, o juiz da 16ª Vara Cível de João Pessoa decidiu por condenar solidariamente as empresas ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$3.000,00. Além disso, determinou a suspensão do uso da fotografia e a publicação da autoria da obra.

Processo: 0011233-26.2014.815.2001 – Sentença

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Flávia Costa
Flávia Costa
Correspondente do Portal Juristas

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

New Balance processa Decathlon nos EUA por suposta violação de marca em logotipo da Kiprun

A New Balance processou a Decathlon nos Estados Unidos, alegando que o logotipo utilizado pela marca esportiva Kiprun apresenta semelhança com seu tradicional símbolo em formato de “N”. A fabricante pede a retirada dos produtos do mercado, a destruição dos itens com o símbolo e indenização. A Decathlon contesta a acusação e afirma que o desenho representa a letra “K”. O processo tramita no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Massachusetts.

IA amplia preocupação com empregos e já afeta a entrada de jovens no mercado de trabalho

Pesquisas recentes indicam que a inteligência artificial já produz efeitos perceptíveis sobre o mercado de trabalho, especialmente nas oportunidades destinadas a profissionais jovens em ocupações mais expostas à automação. Estudos também apontam crescimento do uso de IA generativa nas empresas, inclusive sem conhecimento dos empregadores, levantando questões relacionadas à governança, segurança da informação, proteção de dados e relações trabalhistas. Os pesquisadores ressaltam, contudo, que os dados disponíveis ainda não comprovam uma substituição generalizada de trabalhadores pela tecnologia.

Nelson Wilians transferiu R$ 6,6 milhões para empresa de herdeiro da Casas Bahia, aponta Coaf

Relatório do Coaf que embasou a Operação Distrato registra 15 transferências realizadas por Nelson Wilians, entre setembro de 2024 e setembro de 2025, totalizando R$ 6,6 milhões destinados à Icon Properties, empresa ligada a Michael Klein. A movimentação é mencionada no contexto de investigação do Ministério Público de São Paulo sobre supostas fraudes envolvendo créditos de ICMS. Wilians afirma que as operações são lícitas e não têm relação com os fatos investigados. Michael Klein não se manifestou, enquanto a Casas Bahia informou ter criado um comitê independente para apurar o caso.

Candidata recorre à Justiça após desclassificação de concurso por uso de medicamento hormonal

Candidata ao concurso da Polícia Penal de Minas Gerais foi considerada inapta na avaliação médica após apresentar documentação indicando histórico de câncer de mama e uso contínuo de tamoxifeno. Ela afirma que exames recentes não apontam atividade da doença e questiona judicialmente a desclassificação, invocando o entendimento do STF no Tema 1.015. Os pedidos de liminar e o recurso apresentado pela candidata foram negados, enquanto o processo principal continua em tramitação.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo