Investigações do Ministério Público da Paraíba são baseadas em tecnologia e ciência de dados

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O promotor de justiça Octávio Celson Godim Paulo Neto, coordenador do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do MPE-PB, está utilizando métodos inovadores em investigações.

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Créditos: Phonlamai Photo | iStock

Na operação Xeque-Mate, que desarticulou um esquema de corrupção na Prefeitura e na Câmara Municipal de Cabedelo, o uso da tecnologia resultou no cumprimento de 11 mandados de prisão preventivas, no sequestro de 15 imóveis e em 36 mandados de busca e apreensão, além do afastamento cautelar de 85 servidores públicos de seus cargos.

O projeto Enquadrados, desenvolvido pelo laboratório Analytics da Universidade Federal de Campina Grande e pelo MPE-PB, consegue “identificar servidores fantasmas”, porque analisa o número de servidores por metro quadrado nas Câmaras Municipais e nas prefeituras de todo o país.

A ferramenta demonstrou que as pessoas lotadas na Câmara Municipal de Cabedelo não caberiam no local por ser fisicamente impossível. Os dados obtidos com o aplicativo não foram citados na denúncia, mas ele foi fundamental para identificar a realidade.

Neto afirma que há uma necessidade de utilizar soluções baseadas em dados para melhorar o processo de tomadas de decisão. O professor de sistemas da UFCG disse que “o MP percebeu o valor dos dados, da tecnologia da Informação e de como criar uma cultura que usa a ciência de dados para a cidadania”.

A Universidade foi importante para criar o primeiro HackFest, evento destinado a encontrar soluções comuns utilizando a tecnologia. Participaram estudantes das áreas de Ciência da Computação, Direito, Gestão Pública e Ciências Contábeis. O tema do primeiro foi o combate e a prevenção à corrupção, e foram desenvolvidos 28 projetos, inclusive projetos de lei e de iniciativas de campanhas populares. (Com informações do Jota.Info.)

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