Facebook pagou terceirizados para transcrever áudios de usuários do Messenger

Data:

transcrever áudios de usuários do Messenger
Créditos: Rawpixel | iStock

Pessoas ligadas ao segmento de tecnologia disseram que o Facebook pagou centenas de trabalhadores terceirizados para escutar e transcrever áudios de usuários de seus serviços, como o Messenger, cuja origem não era revelada. 

Uma das empresas que escuta os áudios é a TaskUs. O Facebook é um de seus maiores clientes. Ela também revisa conteúdo potencialmente violador das políticas internas da rede social.

Anônimos disseram que ouviam conversas dos usuários do Facebook, por vezes com conteúdo vulgar, sem saber o motivo pelo qual a rede social queria a transcrição. O Facebook confirmou a prática e disse que “pausou a revisão de áudios por trabalhadores há mais de uma semana”, mas apontou que os usuários afetados escolheram, no Messenger, a opção de ter seus áudios transcritos. 

O Facebook afirma que seus sistemas “processam automaticamente conteúdos e comunicações que você e outros proveem para analisar o contexto e o que está neles”. Quanto a possível verificação por terceirizados, os termos mencionam apenas “empresas e provedores de serviço que apoiam nosso negócio analisando como nossos produtos são utilizados”.

De acordo com a empresa, os terceirizados verificavam se a inteligência artificial da rede interpretava corretamente as mensagens, cujos usuários não eram identificados. De acordo com as fontes, os usuários não sabem que terceiros poderiam ouvi-los, o que foi considerado antiético pelos trabalhadores. 

Outras empresas de tecnologia, como Amazon e Apple, já foram questionadas por violar a privacidade de usuários pelo mesmo motivo: coleta de trechos de áudios de seus assistentes de voz e verificações por funcionários terceirizados.

(Com informações do O Globo)

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google
Juristas
Juristashttp://juristas.com.br
O Portal Juristas nasceu com o objetivo de integrar uma comunidade jurídica onde os internautas possam compartilhar suas informações, ideias e delegar cada vez mais seu aprendizado em nosso Portal.

1 COMENTÁRIO

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Ministro do STJ suspende julgamento de desapropriação após crítica de advogada a caso considerado “absurdo”

O ministro Afrânio Vilela, do STJ, pediu vista de processo sobre indenização por desapropriação após uma advogada classificar o caso como “absurdo”. A controvérsia envolve a ampliação da área considerada para o cálculo indenizatório, e o julgamento foi suspenso para que o magistrado reexamine os fundamentos de sua posição.

EUA anunciam transmissão ao vivo da execução de militar condenado por ataque em base do Texas

O Pentágono anunciou que a execução de Nidal Malik Hasan, condenado pelo assassinato de 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas, está prevista para 3 de dezembro de 2026 e poderá ser transmitida ao vivo. O procedimento deverá ocorrer por fuzilamento, mas as autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre a transmissão. O anúncio reacendeu o debate sobre a pena de morte e a publicidade das execuções nos Estados Unidos

TJDFT mantém condenação de concessionária de cemitério por furto de motocicleta

O TJDFT manteve a condenação de uma concessionária de cemitérios pelo furto de uma motocicleta em uma de suas unidades. A 7ª Turma Cível identificou falhas no dever de vigilância, apesar da previsão contratual de segurança armada 24 horas por dia. O tribunal entendeu que a terceirização do serviço não afasta a responsabilidade da concessionária. A indenização de R$ 16.174,00 por danos materiais foi mantida, com correção monetária e juros. A decisão foi unânime.

Justiça concede liminar e permite funcionamento temporário de casa de aposta

Justiça Federal em São Paulo concede liminar que permite à Stake Brazil continuar operando até 25 de outubro de 2026. A decisão considera a necessidade de observar um prazo de transição antes da suspensão das atividades.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo