Câmara devolve Coaf para o Ministério da Economia

Data:

Órgão havia sido transferido para o Ministério da Justiça pelo presidente Jair Bolsonaro

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) foi devolvido ao Ministério da Economia pela Câmara dos Deputados. A nova mudança do órgão, que foi transferido ao Ministério da Justiça e Segurança Pública pelo presidente Jair Bolsonaro, foi aprovada por 228 votos a favor, 210 contra e quatro abstenções.

Ordem do dia para discussão e votação de diversos projetos

O Coaf foi criado em 1998 e é responsável por investigações relacionadas à lavagem de dinheiro a partir de informações repassadas pelo sistema financeiro sobre movimentações suspeitas de recursos.

O órgão fazia parte do extinto Ministério da Fazenda (atual Ministério da Economia) até o fim do governo Temer. O texto original da MP passou o órgão para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, de Sérgio Moro.

Ao aprovar a mudança, os seguiram o texto aprovado na Comissão Especial. Apesar da mudança de ministério, a alteração votada pelos deputados afeta a lei de criação do Coaf (9.613/98), sem a incluir o órgão na estrutura do Ministério da Economia.

Além do Coaf, a votação também validou a devolução ao Ministério da Economia as competências sobre registro sindical, política de imigração laboral e cooperativismo e associativismo urbano. Por outro lado, a pasta perde para o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações a atribuição de definir políticas de desenvolvimento da indústria, do comércio e dos serviços.

Saiba mais:

Votação parcial

A votação desta quarta-feira (22) no plenário analisou o texto principal da Medida Provisória 870/19, que reorganizou a estrutura ministerial do Poder Executivo. A MP diminuiu o número de ministérios e redistribuiu atribuições. Os deputados ainda precisam analisar dois destaques pendentes apresentados ao projeto de lei de conversão da matéria.

Uma sessão extraordinária para analisar os temas começou às 9h desta quinta-feira (23). O debate tratará da limitação das competências dos auditores da Receita Federal, medida incluída pela comissão mista que analisou as mudanças no Executivo.

Os contrários à mudança afirmam que o Fisco terá atuação prejudicada na identificação de crimes de colarinho branco. Já os que são a favor alegam que a medida é necessária para combater os abusos cometidos pela Receita Federal por meio de lacunas legais.

Notícia produzida com informações da Agência Câmara.

Participe e receba as postagens diárias do Portal Juristas.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do Whatsapp.

PARTICIPE DO CANAL
Juristas

Acompanhe o Juristas no Google News

receba as principais notícias jurídicas do Brasil

Seguir no Google

Deixe um comentário

Compartilhe

Inscreva-se

Últimas

Recentes
Veja Mais

Anac endurece punições para passageiros indisciplinados em voos domésticos

A Anac passou a adotar regras mais rigorosas para combater a indisciplina no transporte aéreo. As punições variam conforme a gravidade da conduta e podem incluir orientação, multa de até R$ 17,5 mil e suspensão do direito de voar por até 12 meses. As companhias aéreas também poderão ser multadas em R$ 70 mil caso deixem de cumprir uma suspensão obrigatória.

Executivos de tecnologia defendem cautela no avanço da inteligência artificial

Executivos de grandes empresas de tecnologia passaram a defender maior cautela no desenvolvimento de sistemas avançados de inteligência artificial, diante de preocupações sobre segurança, autonomia e possível perda de controle sobre essas tecnologias. O debate envolve interesses econômicos, competição internacional e a necessidade de regulamentação, enquanto Estados Unidos, China e União Europeia discutem diferentes formas de lidar com os riscos e oportunidades associados à expansão da IA.

STF analisa lei de SP que exige castração de cães e gatos para comercialização

O ministro Flávio Dino, do STF, votou contra a obrigatoriedade generalizada de castração de cães e gatos como requisito para criação e comercialização no Estado de São Paulo. O relator da ADI 7.704 também propôs reduzir de 120 para 60 dias a idade mínima para entrega dos filhotes e estabelecer que a vacinação exigida seja aquela indicada para a idade do animal, com continuidade do protocolo pelo novo tutor. Para Dino, as regras devem considerar critérios veterinários individualizados e respeitar o bem-estar animal.

Justiça condena pai a indenizar filha por abandono afetivo na infância

A Justiça de Manaus condenou um homem a pagar R$ 50 mil por danos morais à filha, em razão do abandono afetivo e da ausência de assistência durante a infância. A decisão também autorizou a retirada do sobrenome paterno do registro civil, mas manteve o vínculo de filiação biológica e rejeitou o pedido de desconstituição da paternidade.

Descubra mais sobre Juristas

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo